A Órfã

Nascido na Espanha, o diretor Jaume Collet-Serra fez sua estreia na função com o thriller “A Casa de Cera”, produção de 2005. Embora o filme não tenha recolhido nem muitos elogios da imprensa especializada ou do público, o nome do cineasta, que agora tem trinta em cinco anos, entrou em evidência pela sua criatividade ao trabalhar em um curioso cenário. Após, rodou o drama esportivo de fraca repercussão “Gol 2 – Vivendo o Sonho”. Agora, ele está de volta ao gênero com “A Órfã” com uma dupla de respeitáveis protagonistas.

Peter Sarsgaard e a sempre exemplar Vera Farmiga (que parece gostar de ser atormentada por crianças malévolas, vendo que também participou recentemente de “Joshua – O Filho do Mal) vivem John e Kate Coleman. Eles são pais de Daniel e Max (respectivamente, Jimmy Bennett e Aryana Engineer) e parecem formar com eles uma perfeita família, embora Max tenha deficiência auditiva. Mas só parecem, pois tentam superar um passado recente nebuloso. Entre os segredos, que aos poucos são revelados, é lançado a princípio a perda da filha de Kate enquanto ainda estava grávida. Problemas com o alcoolismo que a assombram até hoje foi o que a fez sofrer o aborto. Para amenizar a dor, John e Kate adotam Esther (a revelação Isabelle Fuhrman, assustadora) em uma instituição religiosa. Adorável a princípio, a pequena de origem russa logo se transforma em uma pessoa perigosa.

É verdade que “A Órfã” muito se parece com “O Anjo Malvado”. Temos aqui uma assassina em miniatura que destrói todo um harmonioso laço familiar com hábil poder de manipular a todos em seu redor. E se não bastasse o ambiente todo gélido que corre a ação, há ainda um ataque de Esther dentro de um hospital bem similar com aquele executado pelo personagem de Macaulay Culkin no filme de Joseph Ruben. Mas isto não conta como uma característica negativa, vale lembrar. Mesmo assim, embora tenha ótimos desempenhos e acontecimentos de gelar a espinha (a própria sequência inicial não é aconselhável para gestantes), o filme derrapa feio em seu ato final. Há uma revelação de deixar os cabelos em pé, só que o roteiro de David Johnson acaba resumindo tudo a uma perseguição sem tensão alguma que sabota até mesmo a direção de Jaume Collet-Serra.

Título Original: Orphan
Ano de Produção: 2009
Direção: Jaume Collet-Serra
Roteiro: David Johnson
Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman, CCH Pounder, Jimmy Bennett, Aryana Engineer, Margo Martindale e Karel Roden
Cotação: 3 Stars

18 Comments

  1. Ainda não vi este filme, mas concordo quando diz que Vera Farmiga é exemplar. Eu detestei “Joshua”, mas devo concordar que sua participação foi interessante. E vou dizer outra coisa, e deve me achar maluco: a Vera foi a única coisa realmente boa em “The Departed”, um filme que eu aprendi a odiar com o tempo – um dos piores de Scorcese e o pior entre todos os indicados ao Oscar 2006 (e logo ganhou). Bem que o Scorcese disse, desdenhosamente, que ganharia o Oscar por seu pior filme. Esse concorre com “Goodfellas” (outra porcaria), mas acho que no fim acaba ganhando.
    Abraços!

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  2. Sugestão: Top 10 Filmes com Crianças malvadas rsrs !

    Minhas indicações sem ordem de preferencia:
    – Orfanato
    – Espinha do Diabo
    – Ringu (o japonês)
    – Profecia (o original)
    – Iluminado (as gêmeas)
    – REC
    – Colheita Maldita (qualquer uma das crianças rsrs)

    Abraços

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  3. Ricardo, pode ter certeza que você vai amar (ou odiar, no bom sentido) a Esther. E eu tenho “Kinsey – Vamos Falar de Sexo” em casa, mas ainda não o assisti. Mas Peter Sarsgaard é mesmo ótimo. Para mim, em “O Preço de Uma Verdade” ele encontra o seu melhor momento como ator. Abraço!

    Weiner, eu gosto demais da Vera Farmiga e é uma atriz que a cada novo filme vai conquistando mais a atenção de todos. E eu gosto de “Os Infiltrados”, muito mais do que “Conflitos Internos”, mas podemos considerar que se trata de um projeto de Martin Scorsese bem superestimado. Neste filme, acho a atriz a mais interessante dentro de todos os seus colegas de elenco. Acredito que o diretor é ótimo ao desenvolver personagens femininas, como se pode ver em “Táxi Driver”, “Cassino” e “Vivendo no Limite”. E não sabia que você não gostava de “Os Bons Companheiros”, um filme que já eu acho ótimo. Abraços.

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  4. Também não vi ainda esse filme, mas pretendo ve- lo muito em breve. E gosto muito de crianças más no cinema. E me deu uma vontade de ver Anjo Malvado de novo …

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  5. Gostei muito desse filme, até mesmo aquele final um tanto quanto ‘imprevisível’. Destaque para Fuhrman, que dá muito medo como Esther, e Vera que é ótima fazendo qualqeur trabalho.
    Ainda não assitir O Anjo Malvado, mas pretendo urgentemente.

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  6. Essa menina da foto tem um carinha de maldosa, ñ vi o filme ainda, mas todas as críticas apontam q a garota se saiu bem nesse longa q tráz mais do msm, mas q parece ser válida a conferida!
    Abs! Diego!

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  7. Marcelo, eu também gosto bastante. Já “O Anjo Malvado” é um filme que me marcou bastante, tenho até mesmo o VHS guardadinho na prateleira, rs.

    Mayara, não desista, seja forte! 😀 E embora seja um thriller irregular em sua parte final, só a presença da Esther vale o preço do ingresso ou da locação. Beijos.

    Luis, eu também gostei muito da revelação final, ela foi bem sacada e original. E “O Anjo Malvado” é um filme que foi reprisado até dizer chega na sessão da tarde. No entanto, agora é uma obra muito difícil de ser encontrada e assistida. Recomendo.

    Diego, a Isabelle Fuhrman está sensacional no filme. E vale lembrar que ela lida com um papel totalmente complexo com uma maestria invejável e assustadora – e olha que a atriz é novinha. Veja quando puder. Abraços.

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  8. Toda vez que vejo o trailer só vem uma coisa na cabeça … Joshua … Joshua … Vera Farmiga …

    Aqui teve uma boa repercusão e boas criticas. Ainda pensando em ver, ou se não baixado mesmo … a grana tá curta … eheheh

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  9. João, eu também pensei muito em “Joshua” antes de assistir “A Órfã” – e olha que o intervalo de tempo que vi os dois foi bem curto, talvez de apenas uma semana. Mas logo no início vemos que as coisas são bem distintas. Não é um filme que recomendo 100% para que seja visto nos cinemas, mas ele merece ser visto.

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  10. […] Com a franquia Bourne temporariamente congelada após “O Últimato Bourne“, o que não falta no mercado americano é exemplar que emula descaradamente os três episódios de sucesso estrelado por Matt Damon. “Desconhecido” não apenas comete este erro como também se mostra um veículo muito inferior para Liam Neeson como herói de ação. É o primeiro tropeço do espanhol Jaume Collet-Serra em Hollywood, responsável pelos climas tensos de “A Casa de Cera” e “A Órfã“. […]

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