Resenha Crítica | Zumbilândia (2009)

ZumbilândiaNa resenha sobre “Sede de Sangue“, apontei que os vampiros voltaram a serem explorados com força total no cinema contemporâneo. Pois o mesmo está acontecendo com os zumbis. Quase no início da década de 1970, o cineasta e mestre do horror George A. Romero criou obras de narrativas com verniz político. Atualmente, elas ainda são produzidas pelo próprio Romero e os seus aprendizes, mas há também aquelas que se dedicam apenas em finalizarem um entretenimento ligeiro. Várias obras pertinentes de Romero foram refilmadas e os poucos episódios de “The Walking Dead” fizeram imenso sucesso. Já “Zumbilândia” é uma comédia que brinca com os padrões do gênero.

Estreando como diretor de longa-metragem, Ruben Fleischer dá vida ao roteiro criado pela dupla Paul Wernick e Rhett Reese a princípio sem muitas novidades. Afinal, aqui o mundo é novamente tomado por zumbis e poucos são os personagens sobreviventes, a exemplo de Columbus (Jesse Eisenberg), sujeito com jeitão nerd que é surpreendido pelo valentão Tallahassee (Woody Harrelson). Ambos acabam formando uma dupla que combatem as criaturas que se transfomaram os humanos. Apenas não contavam com o aparecimento das irmãs Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin), mais ardilosas do que eles esperavam.

Se “Zumbilândia” não tem o humor refinado e por vezes ácido de uma comédia como “Fido – O Mascote”, ao menos mostra o seu diferencial em várias situações. As principais são aquelas que mostram as regras de sobrevivência criadas por Columbus, todas hilariantes, embora nada chegue ao alcance da participação especial e inesperada de Bill Murray, que interpreta ele mesmo. Pode-se dizer que o efeito de se assistir “Zumbilândia” é o mesmo que ir para um parque de diversões. De tão divertido, dá vontade de repetir o passeio.

Título Original: Zombieland
Ano de Produção: 2009
Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Paul Wernick e Rhett Reese
Elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Emma Stone, Abigail Breslin, Amber Heard, John C. Reilly e Bill Murray

5 Comments

  1. Realmente um ponto alto do longa é a participação do Bill Murray interpretando si próprio, mas o que mais gostei no filme foi a atuação de Woody Harrelson, que não cansa de me agradar com boas performances. Eisenberg interpreta seu papel padrão, mais adequado aqui que em A Rede Social, inclusive, e adupla Stone e Breslin só colaboram para que essa seja uma sessão gostosa, com personagens cativantes e seqüências que, como você mesmo disse, nos faz ter vontade de rever. Uma grata surpresa do ano passado.

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  2. Tudo que madrugada dos mortos não foi … Filmão.

    Já quando vemos de cara aqueles creditos iniciais PERFEITOS ao som de From Whom The Bell Tolls do Metallica … iremos ver um filmaço … e o filme não decepcionou. Tudo está em ordem nesse filme.

    Um novo clássico. Abraços.

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