Resenha Crítica | O Canto dos Pássados (2008)

O Canto dos Pássaros | El cant dels ocells

El cant dels ocells, de Albert Serra

.:: INDIE 2014 Festival Cinema ::.

Após os dois anos dedicados à direção de dois curtas, “Rússia” e “Alto Arrigo”, Albert Serra voltou a conduzir um longa-metragem apresentando melhoras em relação a “Honra dos Cavaleiros“, na qual debutou como cineasta. Com a colaboração dos diretores de fotografia Jimmy Gimferrer e Neus Ollé-Soronellas, Albert Serra agora tinge suas imagens com um preto e branco belíssimo e exige planos abertos concebidos com maior cuidado.

Se em seu filme anterior o mote foi a longa jornada de Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança, em “O Canto dos Pássaros” Albert Serra se apropria de textos bíblicos com a  intenção de desmitificá-los. Os personagens centrais são os Três Reis Magos: Baltazar, o rei da Arábia; Gaspar, o rei da Índia; e Melchior, o rei da Pérsia. Mencionados em Salmos, os Três Reis Magos fizeram uma longa viagem para a adoração ao menino Jesus após o seu nascimento.

Os terrenos literalmente explorados por Albert Serra em “O Canto dos Pássaros” são tão confortáveis que o processo de desmitificação de Baltazar, Gaspar e Melchior não surte qualquer impacto. Os seus métodos narrativos são os mesmos de “Honra dos Cavaleiros”: takes intermináveis, ausência de diálogos, divagações inoportunas e um resultado final exaustivo. Melhor lapidado, é verdade, mas pouco recompensador.

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