Resenha Crítica | O Convite (2015)

The Invitation, de Karyn Kusama

Gravado há três meses, o nosso comentário sobre o suspense “O Convite” finalmente pode ser conferido no YouTube, em uma tentativa de reviver o nosso canal recém-criado. Trata-se de uma investida da cineasta Karyn Kusama em voltar às raízes autorais após duas tentativas frustradas em Hollywood com “Æon Flux” e “Garota Infernal“. O resultado não é só melhor do que o esperado, como causa um belo frio na espinha.

Em uma trama concentrada em uma bela casa de Los Angeles, Kusama assume se inspirar na versão de Philip Kaufman de “Invasores de Corpos” para centrar as suas atenções em um protagonista confuso não somente pelos traumas que carrega, como também com as máscaras que cercam um jantar com direcionamentos cada vez mais perigosos. É aquele tipo de produção que está dando novos ares a um gênero, mas que você lamentavelmente não terá a chance de ver no cinema: “O Convite” foi adicionado ao catálogo da Netflix sem uma passagem pela tela grande. Mas é como gostamos de defender: não são as dimensões que reduzirão a experiência de reconhecer um verdadeiro filmão.

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