Resenha Crítica | Catfight (2016)

Catfight, de Onur Tukel

Desde 2013 com o pouco visto “Raze” que o cinema não via duas mulheres brigarem entre si com tanta fúria. Ao final do primeiro ato de “Catfight”, o espectador estará boquiaberto com os golpes trocados entre as protagonistas vividas por Sandra Oh e Anne Heche, duas excelentes atrizes que nem sempre são brindadas com a chance de protagonismo em bons projetos. E esse efeito não é causado por troca de palavrões ou um tapa na cara: a briga aqui envolve porrada, empurrões, cotoveladas, chutes e por aí vai.

Poderia ser um filme qualquer sobre opostos acertando as contas com os rancores dos tempos de colégio, mas Onur Tukel tempera tudo para entregar uma curiosa analogia desse conflito entre ex-amigas com a era Trump que os americanos vivem exatamente agora. Vale a pena dar uma chance para “Catfight”, disponível desde o início no catálogo da Netflix e com comentário na íntegra disponível com exclusividade no canal do Cine Resenhas no YouTube.

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