Resenha Crítica | Motorrad (2017)

Motorrad, de Vicente Amorim

O diretor nascido na Áustria e naturalizado no Brasil Vicente Amorim já contou de tudo um pouco no cinema. Debutou com “O Caminho das Nuvens” narrando a história de uma família que fez um trajeto de bicicleta da Paraíba ao Rio de Janeiro, fez estreia gringa com Viggo Mortensen à frente de “Um Homem Bom”, drama ambientado na segunda guerra mundial, encenou a condição de imigrantes japoneses no Brasil de 1945 em “Corações Sujos” e até a vida de Irmã Dulce levou para a tela grande.

Nada melhor do que seguir uma carreira artística sem se prender a gêneros ou estilos de narrativas, mas Vicente Amorim exige demais da nossa paciência em seu recente “Motorrad”, uma tentativa de terror estilizado de fazer um derivado de “Sexta-feira 13” ser a coisa mais consistente do mundo. Nada faz sentido em seu filme, despido totalmente de roteiro e lógica.

A realidade alternativa aqui apresentada é totalmente precária, ainda que oferte instalações para o funcionamento de wi-fi e recursos que permitam que as pessoas se desloquem de um ponto a outro com motocicletas. A gangue que conhecemos aqui é liderada por Ricardo (Emilio Dantas), mas o protagonista é Hugo (Guilherme Prates), o jovem irmão que tenta provar o quão destemido é para se juntar ao grupo.

A princípio, Hugo é flagrado roubando o ferro-velho de Paula (Carla Salle). Porém, ao invés de se vingar, a moça ajuda o rapaz e a sua trupe quando passam a ser atacados por um outro “coletivo” de motociclistas composto por mascarados sádicos e silenciosos. A razão para o ataque seria a fronteira que atravessam sem autorização para um banho em um riacho. A questão é que eles nada fazem além disso para serem penalizados de algum modo.

Com diálogos compostos mais por palavras chulas do que por alguma linha de raciocínio, “Motorrad” se arrasta por 92 minutos intermináveis amparados por uma estética que se pretende rebuscada, da concepção de personagens pensada pelo quadrinista Danilo Beyruth até a defesa de uma tonalidade particular de cores da fotografia de Gustavo Hadba que mais parece um filtro do Instagram. Um horror no pior sentido.

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+ Entrevista com o diretor e roteirista Vicente Amorim
+ Entrevista com a atriz Carla Salle
+ Entrevista com o quadrinista Danilo Beyruth

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Lançamento em streaming:
Disponível a partir do dia 26 de abril
iTunes: R$ 19,90 (Compra) | R$ 11,90 (VOD)
Google: R$ 29,90 (Compra) | R$ 9,90 (VOD)
Now: R$ 14,90 (VOD)

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