Resenha Crítica | Firecrackers (2018)

Firecrackers, de Jasmin Mozaffari

.:: 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Hoje dois dos grandes cineastas do cinema contemporâneo independente, Andrea Arnold e Sean Baker apresentaram como último registro dois dramas primorosos sobre uma juventude sem rumo pela América que encontra na inconsequência e em pequenos delitos recursos para sobreviver ao dia seguinte. Tratam-se de “Docinho da América” e “Projeto Flórida”, desde já dois clássicos modernos.

Tendo um curta-metragem de 2013 como inspiração, Jasmin Mozaffari pode até vencer em uma batalha com esses títulos pela antecipação. No entanto, “Firecrackers”, agora como longa, por vezes soa como uma versão canadense pálida de uma premissa que pode ter um tratamento vigoroso quando gerenciada por mãos criativas.

O centro da história é a amizade cultivada entre Lou (Michaela Kurimsky) e Chantal (Karena Evans). Moradoras em uma pequena cidade, aplacam o tédio local caminhando aos risos e com pirulitos em mãos enquanto discutem a possibilidade de novos ares com uma mudança juntas para Nova York.

A intenção de Mozaffari é fazer um filme feminista em que os conflitos são promovidos essencialmente pelas presenças masculinas e machistas que rodeiam as protagonistas. Seria melhor se diagnosticasse com mais propriedade o contexto de um ambiente opressor antes de mais nada. Digamos que abrir “Firecrackers” justamente com Lou esmurrando uma colega no pátio da escola não seja a melhor escolha.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s