45º Festival Sesc Melhores Filmes Divulga Vencedores e Programação

Nesta quarta-feira, 10 de abril, aconteceu no CineSesc a cerimônia dos vencedores do 45º Festival Sesc Melhores Filmes, a mais antiga premiação de cinema em São Paulo. Desde a sua concepção, dá espaço para o público e a crítica apontarem os seus favoritos do ano no cinema em 11 categorias, sendo sete nacionais e quatro internacionais. Além do encontro que cede o púlpito para discursos e agradecimentos, os vencedores e destaques dessa eleição artística compõem uma programação aos moldes de retrospectiva do que de melhor o nosso circuito exibidor ofertou em 2018.

Como o resultado a seguir demonstra, público e crítica tiveram os seus queridinhos, que receberam mais de uma vitória, um grande feito dentro de uma lista com centenas de títulos elegíveis. O voto popular favoreceu “O Beijo no Asfalto“, estreia do ator Murilo Benício na direção de longas-metragens. Das seis categorias nacionais em que poderia obter prêmios, a obra marcou placar em cinco. A que restou, Melhor Ator, foi preenchida justamente por Murilo, que teve a sua interpretação visceral em “O Animal Cordial” merecidamente reconhecida, mesmo com uma passagem discreta pelos cinemas (vendeu aproximadamente 6 mil ingressos). Já a imprensa votou com força em “Arábia“, vitorioso em três categorias: Filme, Diretor (representada pela dupla Affonso Uchôa e João Dumas) e Ator (Aristides de Sousa).

Correspondência maior entre as duas classes de votantes de viu mais nas categorias estrangeiras, nas quais público e crítica concordaram que “Roma” é Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Diretor de 2018. Nomes fortes nas duas últimas temporadas de premiações, Yalitza Aparicio, Frances McDormand, John David Washington e Daniel Day-Lewis também foram enaltecidos no 45º Festival Sesc Melhores Filmes nas categorias de interpretação.

Por fim, Melhor Documentário pelas duas classes votantes, “O Processo” gerou o momento mais temperado da cerimônia. Representando a cineasta Maria Augusta Ramos, a montadora Karen Akerman exibiu em seu echarpe a frase “Lula Livre”, não somente tirando reações calorosas dos presentes, como também discursos contrários de ao menos dois presentes, algo raro em manifestações pró-Governo PT.

Conheça os vencedores:

CATEGORIA

PÚBLICO

CRÍTICA

FILME BRASILEIRO

O Beijo no Asfalto

Arábia

DIRETOR
BRASILEIRO

Murilo Benício
O Beijo no Asfalto

Affonso Uchôa & João Dumas
Arábia

ATRIZ
BRASILEIRA

Débora Falabella
O Beijo no Asfalto

Karine Teles
Benzinho

ATOR
BRASILEIRO

Murilo Benício
O Animal Cordial

Aristides de Sousa
Arábia

FOTOGRAFIA
BRASILEIRA

Walter Carvalho
O Beijo no Asfalto

Rui Poças
As Boas Maneiras

ROTEIRO BRASILEIRO

Murilo Benício
O Beijo no Asfalto

Gustavo Pizzi & Karine Teles
Benzinho

DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO

O Processo

O Processo

FILME INTERNACIONAL

Roma

Roma

DIRETOR INTERNACIONAL

Alfonso Cuarón
Roma

Alfonso Cuarón
Roma

ATRIZ
INTERNACIONAL

Yalitza Aparicio
Roma

Frances McDormand
Três Anúncios Para Um Crime

ATOR
INTERNACIONAL

John David Washington
Infiltrado na Klan

Daniel Day-Lewis
Trama Fantasma

 

MENÇÃO HONROSA – PÚBLICO

Daniela Demesa & Marco Graf
Roma

.

A programação do 45º Festival Sesc Melhores Filmes, incluindo exibições especiais de clássicos restaurados como “Ran”, “O Último Imperador” e “Bye, Bye, Brasil”, e atividades relacionadas, pode ser consultada aqui. Os ingressos custam até R$ 12. A novidade desta edição é que a programação será estendida para além do CineSesc, com exibições nas unidades Sesc Belenzinho, Campo Limpo, Interlagos, Santana e Parque Dom Pedro II. De 1º de maio a 8 de junho, uma seleção de filmes terá itinerância em cidades do interior e Grande São Paulo, nos Sesc Birigui, Registro, Guarulhos, Catanduva, Santo André e Bertioga.

44º Festival Sesc Melhores Filmes Divulga Vencedores e Programação

Aconteceu nesta quarta-feira, 4 de abril, a cerimônia dos vencedores do 44º Festival Sesc Melhores Filmes, o mais antigo de São Paulo. Desde a sua concepção, dá espaço para o público e a crítica apontarem os seus favoritos do ano no cinema em 11 categorias, sendo sete nacionais e quatro internacionais.

Dois filmes se destacaram nas categorias nacionais. “A Glória e a Graça” recebeu quatro menções do público, nas categorias de Melhor Filme,  Melhor Roteiro, Melhor Atriz e Melhor Fotografia. Drama com toques descontraídos, levou aproximadamente 10 anos para ser produzido, chegando aos cinemas graças aos esforços de Carolina Ferraz ao assumir também o papel de produtora.

Já a crítica enalteceu “Como Nossos Pais“, vencedor em Melhor Filme, Melhor Atriz (para Clarisse Abujamra e Maria Ribeiro, marcando o primeiro empate da história do festival) e Melhor Roteiro. As escolhas do voto popular e do especializado só bateram na categoria de Melhor Direção, na qual foi premiado o trabalho da cineasta Eliane Caffé por “Era o Hotel Cambridge”.

Já nas categorias estrangeiras, foi também na categoria de Melhor Direção que o vencedor coincidiu. Diretor de “Moonlight: Sob a Luz do Luar“, Barry Jenkins foi quem teve a preferência dos votos. Um sopro de ar fresco as escolhas tanto do público quanto da crítica nas interpretações: o primeiro grupo selecionou Adèle Haenel (“A Garota Desconhecida“) e Ashton Sanders (que vive o protagonista na fase adolescente em “Moonlight: Sob a Luz do Luar”), enquanto o segundo preferiu Sandra Hüller (“Toni Erdmann“) e James McAvoy (“Fragmentado“).

Além da soberania de “A Glória e a Graça”, há de se questionar outras duas escolhas do voto popular: a presença de Daniel Furlan como Melhor Ator pelo péssimo “La Vingança” e a vitória de “Arpilleras: Atingidas Por Barragens Bordando a Resistência” em Melhor Documentário, título lançado em outubro de 2017 visto por quase ninguém e surpreendentemente aquele que mais foi escolhido entre os mais de 11 mil votos coletados. Organização de coletivos para a participação em massa na votação?

Conheça os vencedores:

CATEGORIA

PÚBLICO

CRÍTICA

FILME BRASILEIRO

A Glória e a Graça

Como Nossos Pais

DIRETOR
BRASILEIRO

Eliane Caffé
Era o Hotel Cambridge

Eliane Caffé
Era o Hotel Cambridge

ATRIZ
BRASILEIRA

Carolina Ferraz
A Glória e a Graça

Clarisse Abujamra & Maria Ribeiro
Como Nossos Pais

ATOR
BRASILEIRO

Daniel Furlan
La Vingança

Nelson Xavier
Comeback

FOTOGRAFIA
BRASILEIRA

Gustavo Hadba
A Glória e a Graça

Pierre de Kerchove
Joaquim

ROTEIRO BRASILEIRO

Lusa Silvestre & Mikael Albuquerque
A Glória e a Graça

Laís Bodanzky & Luis Bolognesi
Como Nossos Pais

DOCUMENTÁRIO BRASILEIRO

Arpilleras: Atingidas Por Barragens Bordando a Resistência

Martírio

FILME INTERNACIONAL

Com Amor, Van Gogh

Corra!

DIRETOR INTERNACIONAL

Barry Jenkins
Moonlingt: Sob a Luz do Luar

Barry Jenkins
Moonlingt: Sob a Luz do Luar

ATRIZ
INTERNACIONAL

Adèle Haenel
A Garota Desconhecida

Sandra Hüller
Toni Erdmann

ATOR
INTERNACIONAL

Ashton Sanders
Moonlingt: Sob a Luz do Luar

James McAvoy
Fragmentado

.

A programação do 44º Festival Sesc Melhores Filmes, incluindo exibições especiais e atividades relacionadas, pode ser consultada aqui. Os ingressos custam até R$ 12 e todas as sessões contarão com audiodescrição e legendas open caption, recursos para incluir espectadores com deficiências visual e auditiva na experiência de cinema.

Oscar 2016: Os Vencedores, Os Altos e Os Baixos da Cerimônia

Glória Pires Comentarista Oscars 2016

Virou um hábito sempre armazenar o nosso estoque de tomates podres para atirar a cada vacilo que testemunhamos durante a cerimônia dos vencedores do Oscar. Trata-se de um dos itens do ritual que continuaremos insistindo a acompanhar, mesmo que isso cause frustrações e uma briga contra o sono durante o expediente de trabalho na segunda-feira.

Não é possível sempre agradar gregos e troianos simultaneamente e aí está a maior virtude do Oscar, pois a esperança é de esperar por uma edição futura que seja capaz de abranger todas as tribos. Nesta edição, o debate sobre a ausência de negros entre os finalistas é apenas um dos problemas centrais sobre a falta de diversidade, essa que também denuncia a ausência de outras nacionalidades ou mesmo das mulheres em posições de comando.

De qualquer modo, a balança este ano pende mais para o lado positivo, pois a festa se mostrou agradável de se acompanhar na maior parte do tempo. Claro que não concordamos com todos os vencedores e por isso mesmo preferimos a seguir apontar pontos positivos e negativos que buscam avaliar mais a premiação do que as nossas torcidas particulares. Ao final, é possível ter acesso à lista completa dos vencedores em cada categoria.

.

Os prós

.

A vitória de “Spotlight: Segredos Revelados” em Melhor Filme

Michael Keaton at Oscars 2016

Quando lançado, “Spotlight: Segredos Revelados” foi apontado como o favorito ao Oscar. O fato de Tom McCarthy ter exibido há poucos meses a comédia “Trocando os Pés” se transformou em mera inconveniência. Porém, as chances do filme esfriaram com as chegadas de “A Grande Aposta” e principalmente “O Regresso“. A consagração da nova obra de Iñárritu em Melhor Fotografia, Melhor Diretor e Melhor Ator pareciam ser os degraus que o levariam a Melhor Filme. No fim das contas, prevaleceu “Spotlight: Segredos Revelados”, um dos melhores entre os finalistas e que só tinha obtido ao longo da festa a estatueta de Melhor Roteiro Original. E o melhor: é um drama bem incisivo em sua denúncia que jamais deixa de segundo plano as virtudes que formam um grande filme, como o senso de trabalho coletivo e a lucidez com a qual trata o seu tema polêmico.

As surpresas

Ex-Machina

É sempre bom ser surpreendido quando acreditamos ter previamente em mãos uma lista com todos os vencedores do Oscar. Melhor ainda quando a ausência da obviedade vem para prestigiar grandes trabalhos. A festa estava seguindo o curso programado quando “Ex-Machina: Instinto Artificial” pegou todos desprevenidos ao ganhar em Melhores Efeitos Visuais. “Mad Max: Estrada da Fúria” também não era a primeira opção de muitos em Melhor Figurino, categoria que geralmente privilegia os dramas de época, como o concorrente “Carol”. Sem dizer “Spotlight: Segredos Revelados”, como já citado anteriormente. Por outro lado, nem todos curtiram tanto assim o destaque de Mark Rylance em Melhor Ator Coadjuvante, categoria na qual Sylvester Stallone era o favorito pela sua interpretação em “Creed: Nascido Para Lutar”. Fica para a próxima, Rocky Balboa.

Chris Rock

Chris Rock at Oscars 2016

Ok, o comediante está longe de ser uma unanimidade, embora seja considerado um dos maiores em um palco de stand up e querido pelo público jovem que já passou horas acompanhando o seriado “Todo Mundo Odeia o Chris”. No entanto, é preciso reconhecer que Chris segurou bem a noite, especialmente pela pressão de colegas negros em boicotar o Oscar após mais uma edição em que a diversidade não assumiu o protagonismo. “Eu pensei em desistir. Eu pensei seriamente. Daí eu pensei: eles vão fazer o Oscar de qualquer jeito. Não vão cancelar só porque eu desisti. E a última coisa que eu preciso é perder um trabalho para o Kevin Hart”, disparou em tom de brincadeira.

Aussies de “Mad Max: Estrada da Fúria” papando prêmios em quase todas as categorias técnicas

George Miller at Oscars 2016

Desde que invadiu Hollywood com toda a sua leva de astros e diretores que ainda resistem firmemente na indústria, a Austrália nunca deixou de evidenciar a força de sua cinematografia. No entanto, talvez desde “O Piano” (co-produção entre Austrália, França e Nova Zelândia) que não se via um filme com o espírito da terra dos cangurus dominando uma grande parte da festa. Foram vitórias em seis categorias: Mixagem de Som, Edição de Som, Maquiagem e Penteado, Montagem, Figurino e Direção de Arte. George Miller não ganhou como diretor e produtor de “Estrada da Fúria”, mas não faltaram elogios ao seu trabalho pelos colegas laureados.

Lady Gaga

Lady Gaga at Oscars 2016

Vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz por “American Horror Story: Hotel”, Lady Gaga disse em seu discurso que o seu sonho sempre foi ser uma atriz, mas que a carreira como cantora veio antes. Não se sabe se o seu futuro seguirá os trilhos de uma Cher ou de uma Madonna, mas as suas investidas para tentar algo no cinema estão dando certo. Após duas pontas nos filmes de Robert Rodriguez (“Machete Mata” e “Sin City: A Dama Fatal“), Gaga foi um dos pontos altos da cerimônia passada com uma bela homenagem ao musical “A Noviça Rebelde”. Agora, volta a ser um dos assuntos mais comentados da noite com a sua performance emocional para “Til It Happens To You”, canção preparada para o documentário “The Hunting Ground” e introduzida por ninguém menos que o vice-presidente americano Joe Biden. Pena que a caretice quanto a persona extravagante da estrela a tenham feito perder para a fraca  “Writing’s on the Wall”, de Sam Smith.

A promessa de mudanças

Spike Lee at the Oscars 2016

Uma das maiores ferramentas para contornar uma saia-justa é o humor. Com o tópico diversidade enraizado em cada bloco da atração, o organização foi feliz na decisão de caçoar de si mesmo com algumas esquetes. Na melhor delas, a atriz Angela Bassett (indicada ao prêmio em 1994 por “Tina”), insinua fazer uma homenagem a Will Smith, que teve a sua interpretação em “Um Homem Entre Gigantes” esnobada. No entanto, a menção a filmes como “Inimigo do Estado” e “O Espanta-Tubarões” nos levam a Jack Black, mero coadjuvante em ambas as produções. Mas também tivemos pausas para falar com seriedade, como no discurso de novos tempos prometidos pela presidente da Academia Cheryl Boone Isaacs.

.

Os contras

.

// g?c=a+f+c:(g+=f.length,f=a.indexOf("&",g),c=0<=f?a.substring(0,g)+c+a.substring(f):a.substring(0,g)+c)}return 2E3<c.length?void 0!==d?ca(a,b,d,void 0,e):a:c};var da=function(){var a=/[&?]exk=([^& ]+)/.exec(p.location.href);return a&&2==a.length?a[1]:null};var q=function(a,b){this.width=a;this.height=b};q.prototype.round=function(){this.width=Math.round(this.width);this.height=Math.round(this.height);return this};var ea=function(a,b){for(var c in a)Object.prototype.hasOwnProperty.call(a,c)&&b.call(void 0,a[c],c,a)},ga=function(){var a=fa;if(!a)return"";var b=/.*[&#?]google_debug(=[^&]*)?(&.*)?$/;try{var c=b.exec(decodeURIComponent(a));if(c)return c[1]&&1b)f=ia(a,b+1);else if(0===a||a)f=String(a);f&&c.push(e+"="+encodeURIComponent(f))});return c.join("&")},r=function(a,b,c){a.google_image_requests||(a.google_image_requests=[]);var d=a.document.createElement("img");if(c){var e=function(a){c(a);a=e;d.removeEventListener?d.removeEventListener("load",a,!1):d.detachEvent&&d.detachEvent("onload",a);a=e;d.removeEventListener?d.removeEventListener("error",a,!1):d.detachEvent&&d.detachEvent("onerror",a)};ha(d,"load",e);ha(d,"error",e)}d.src=b;a.google_image_requests.push(d)};var ja=function(a,b,c){this.v=a;this.u=b;this.c=c;this.f=null;this.s=this.g;this.A=!1},ka=function(a,b,c){this.message=a;this.fileName=b||"";this.lineNumber=c||-1},ma=function(a,b,c){var d;try{d=c()}catch(g){var e=a.c;try{var f=la(g),e=a.s.call(a,b,f,void 0,void 0)}catch(l){a.g("pAR",l)}if(!e)throw g;}finally{}return d},u=function(a,b){var c=na;return function(){var d=arguments;return ma(c,a,function(){return b.apply(void 0,d)})}};ja.prototype.g=function(a,b,c,d,e){var f={};f.context=a;b instanceof ka||(b=la(b));f.msg=b.message.substring(0,512);b.fileName&&(f.file=b.fileName);0<b.lineNumber&&(f.line=b.lineNumber.toString());a=h.document;f.url=a.URL.substring(0,512);f.ref=a.referrer.substring(0,512);if(this.f)try{this.f(f)}catch(l){}if(d)try{d(f)}catch(l){}d=this.v;try{if((this.A?d.w:Math.random())<(c||d.o)){var g=d.m+(e||this.u)+("&"+ia(f,1)),g=g.substring(0,2E3);r(h,g)}}catch(l){}return this.c};var la=function(a){var b=a.toString();a.name&&-1==b.indexOf(a.name)&&(b+=": "+a.name);a.message&&-1==b.indexOf(a.message)&&(b+=": "+a.message);if(a.stack){var c=a.stack,d=b;try{-1==c.indexOf(d)&&(c=d+"n"+c);for(var e;c!=e;)e=c,c=c.replace(/((https?:/..*/)[^/:]*:d+(?:.|n)*)2/,"$1");b=c.replace(/n */g,"n")}catch(f){b=d}}return new ka(b,a.fileName,a.lineNumber)};var oa=String.prototype.trim?function(a){return a.trim()}:function(a){return a.replace(/^[sxa0]+|[sxa0]+$/g,"")},pa=function(a,b){return ab?1:0};var qa=Array.prototype.indexOf?function(a,b,c){return Array.prototype.indexOf.call(a,b,c)}:function(a,b,c){c=null==c?0:0>c?Math.max(0,a.length+c):c;if(k(a))return k(b)&&1==b.length?a.indexOf(b,c):-1;for(;c<a.length;c++)if(c in a&&a[c]===b)return c;return-1},ra=Array.prototype.map?function(a,b,c){return Array.prototype.map.call(a,b,c)}:function(a,b,c){for(var d=a.length,e=Array(d),f=k(a)?a.split(""):a,g=0;gparseFloat(Ca)){Ba=String(Ea);break a}}Ba=Ca}var Fa=Ba,Ga={},A=function(a){var b;if(!(b=Ga[a])){b=0;for(var c=oa(String(Fa)).split("."),d=oa(String(a)).split("."),e=Math.max(c.length,d.length),f=0;0==b&&f<e;f++){var g=c[f]||"",l=d[f]||"",S=RegExp("(\d*)(\D*)","g"),t=RegExp("(\d*)(\D*)","g");do{var K=S.exec(g)||["","",""],L=t.exec(l)||["","",""];if(0==K[0].length&&0==L[0].length)break;b=pa(0==K[1].length?0:parseInt(K[1],10),0==L[1].length?0:parseInt(L[1],10))||pa(0==K[2].length,0==L[2].length)||pa(K[2],L[2])}while(0==b)}b=Ga[a]=0<=b}return b},Ha=h.document,Ia=Ha&&y?Aa()||("CSS1Compat"==Ha.compatMode?parseInt(Fa,10):5):void 0;!z&&!y||y&&9<=Number(Ia)||z&&A("1.9.1");y&&A("9");var B=document,p=window;var C=null,Ja=function(){if(!B.body)return!1;if(!C){var a=B.createElement("iframe");a.style.display="none";a.id="anonIframe";C=a;B.body.appendChild(a)}return!0};var na;na=new ja(new function(){this.m="http"+("http:"===p.location.protocol?"":"s")+"://pagead2.googlesyndication.com/pagead/gen_204?id=";this.o=.01;this.w=Math.random()},"jserror",!0);var D=function(a,b){return u(a,b)};y&&A("9");!za||A("528");z&&A("1.9b")||y&&A("8")||xa&&A("9.5")||za&&A("528");z&&!A("8")||y&&A("9");var Ka=function(a,b,c){if("array"==aa(b))for(var d=0;d<b.length;d++)Ka(a,String(b[d]),c);else null!=b&&c.push("&",a,""===b?"":"=",encodeURIComponent(String(b)))},La=function(a,b,c){for(c=c||0;c<b.length;c+=2)Ka(b[c],b[c+1],a);return a},Ma=function(a,b){var c=2==arguments.length?La([a],arguments[1],0):La([a],arguments,1);if(c[1]){var d=c[0],e=d.indexOf("#");0e?c[1]="?":e==d.length-1&&(c[1]=void 0)}return c.join("")};var Na=0,E={},Pa=function(a){var b=E.imageLoadingEnabled;if(null!=b)a(b);else{var c=!1;Oa(function(b,e){delete E[e];c||(c=!0,null!=E.imageLoadingEnabled||(E.imageLoadingEnabled=b),a(b))})}},Oa=function(a){var b=new Image,c,d=""+Na++;E[d]=b;b.onload=function(){clearTimeout(c);a(!0,d)};c=setTimeout(function(){a(!1,d)},300);b.src="data:image/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAP///wAAACH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAICRAEAOw=="},Qa=function(a){if(a){var b=document.createElement("OBJECT");b.data=a;b.width=1;b.height=1;b.style.visibility="hidden";var c=""+Na++;E[c]=b;b.onload=b.onerror=function(){delete E[c]};document.body.appendChild(b)}},Ra=function(a){if(a){var b=new Image,c=""+Na++;E[c]=b;b.onload=b.onerror=function(){delete E[c]};b.src=a}},Sa=function(a){Pa(function(b){b?Ra(a):Qa(a)})};var Ta={l:"ud=1",j:"ts=0",B:"sc=1",h:"gz=1",i:"op=1"};if(B&&B.URL){var fa=B.URL,Ua=!(fa&&0=b)){var d=0,e=function(){a();d++;db;){try{if(c.google_osd_static_frame)return c}catch(d){}try{if(c.aswift_0&&(!a||c.aswift_0.google_osd_static_frame))return c.aswift_0}catch(d){}b++;c=c!=c.parent?c.parent:null}return null},Za=function(a,b,c,d,e){if(10<Xa)p.clearInterval(M);else if(++Xa,p.postMessage&&(b.b||b.a)){var f=Ya(!0);if(f){var g={};H(b,g);g[0]="goog_request_monitoring";g[6]=a;g[16]=c;d&&d.length&&(g[17]=d.join(","));e&&(g[19]=e);try{var l=J(g);f.postMessage(l,"*")}catch(S){}}}},$a=function(a){var b=Ya(!1),c=!b;!b&&p&&(b=p.parent);if(b&&b.postMessage)try{b.postMessage(a,"*"),c&&p.postMessage(a,"*")}catch(d){}};var N=!1,O=function(a){if(a=a.match(/[d]+/g))a.length=3};(function(){if(navigator.plugins&&navigator.plugins.length){var a=navigator.plugins["Shockwave Flash"];if(a&&(N=!0,a.description)){O(a.description);return}if(navigator.plugins["Shockwave Flash 2.0"]){N=!0;return}}if(navigator.mimeTypes&&navigator.mimeTypes.length&&(a=navigator.mimeTypes["application/x-shockwave-flash"],N=!!a&&a.enabledPlugin)){O(a.enabledPlugin.description);return}try{var b=new ActiveXObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.7");N=!0;O(b.GetVariable("$version"));return}catch(c){}try{b=new ActiveXObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.6");N=!0;return}catch(c){}try{b=new ActiveXObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash"),N=!0,O(b.GetVariable("$version"))}catch(c){}})();var ab=w("Firefox"),bb=wa()||w("iPod"),cb=w("iPad"),db=w("Android")&&!(va()||w("Firefox")||x()||w("Silk")),eb=va(),fb=w("Safari")&&!(va()||w("Coast")||x()||w("Edge")||w("Silk")||w("Android"))&&!(wa()||w("iPad")||w("iPod"));var P=function(a){return(a=a.exec(v))?a[1]:""};(function(){if(ab)return P(/Firefox/([0-9.]+)/);if(y||ya||xa)return Fa;if(eb)return P(/Chrome/([0-9.]+)/);if(fb&&!(wa()||w("iPad")||w("iPod")))return P(/Version/([0-9.]+)/);if(bb||cb){var a=/Version/(S+).*Mobile/(S+)/.exec(v);if(a)return a[1]+"."+a[2]}else if(db)return(a=P(/Androids+([0-9.]+)/))?a:P(/Version/([0-9.]+)/);return""})();var hb=function(){var a=p.parent&&p.parent!=p,b=a&&0<="//tpc.googlesyndication.com".indexOf(p.location.host);if(a&&p.name&&0==p.name.indexOf("google_ads_iframe")||b){var c;a=p||p;try{var d;if(a.document&&!a.document.body)d=new q(-1,-1);else{var e=(a||window).document,f="CSS1Compat"==e.compatMode?e.documentElement:e.body;d=(new q(f.clientWidth,f.clientHeight)).round()}c=d}catch(g){c=new q(-12245933,-12245933)}return gb(c)}c=p.document.getElementsByTagName("SCRIPT");return 0<c.length&&(c=c[c.length-1],c.parentElement&&c.parentElement.id&&0<c.parentElement.id.indexOf("_ad_container"))?gb(void 0,c.parentElement):null},gb=function(a,b){var c=ib("IMG",a,b);return c||(c=ib("IFRAME",a,b))?c:(c=ib("OBJECT",a,b))?c:null},ib=function(a,b,c){var d=document;c=c||d;d=a&&"*"!=a?a.toUpperCase():"";c=c.querySelectorAll&&c.querySelector&&d?c.querySelectorAll(d+""):c.getElementsByTagName(d||"*");for(d=0;d<c.length;d++){var e=c[d];if("OBJECT"==a)a:{var f=e.getAttribute("height");if(null!=f&&0<f&&0==e.clientHeight)for(var f=e.children,g=0;g<f.length;g++){var l=f[g];if("OBJECT"==l.nodeName||"EMBED"==l.nodeName){e=l;break a}}}f=e.clientHeight;g=e.clientWidth;if(l=b)l=new q(g,f),l=Math.abs(b.width-l.width)<.1*b.width&&Math.abs(b.height-l.height)<.1*b.height;if(l||!b&&10<f&&10<g)return e}return null};var Q=0,jb="",R=[],T=!1,U=!1,V=!1,kb=!0,lb=!1,mb=!1,nb=!1,ob=!1,pb=!1,qb=!1,rb=0,sb=0,W=0,tb=[],I=null,ub="",vb=[],wb=null,xb=[],yb=!1,zb="",Ab="",Bb=(new Date).getTime(),Cb=!1,Db="",Eb=!1,Fb=["1","0","3"],X=0,Y=0,Gb=0,Hb="",Jb=function(a,b,c){T&&(kb||3!=(c||3)||nb)&&Ib(a,b,!0);if(V||U&&mb)Ib(a,b),U=V=!1},Kb=function(){var a=wb;return a?2!=a():!0},Ib=function(a,b,c){if((b=b||ub)&&!yb&&(2==Y||c)&&Kb()){for(var d=0;d<R.length;++d){var e=Lb(R[d],b,c),f=a;lb?Sa(e):r(f,e,void 0)}pb=!0;c?T=!1:yb=!0}},Mb=function(a,b){var c=[];a&&c.push("avi="+a);b&&c.push("cid="+b);return c.length?"//pagead2.googlesyndication.com/activeview?"+c.join("&"):"//pagead2.googlesyndication.com/activeview"},Lb=function(a,b,c){c=c?"osdim":V?"osd2":"osdtos";a=[a,-1<a.indexOf("?")?"&id=":"?id=",c];"osd2"==c&&U&&mb&&a.push("&ts=1");a.push("&ti=1");a.push("&",b);a.push("&uc="+Gb);Cb?a.push("&tgt="+Db):a.push("&tgt=nf");a.push("&cl="+(Eb?1:0));qb&&(a.push("&lop=1"),b=m()-rb,a.push("&tslp="+b));b=a.join("");for(a=0;a<vb.length;a++){try{var d=vb[a]()}catch(e){}c="max_length";2<=d.length&&(3==d.length&&(c=d[2]),b=ca(b,encodeURIComponent(d[0]),encodeURIComponent(d[1]),c))}2E3<b.length&&(b=b.substring(0,2E3));return b},Z=function(a){if(zb){try{var b=ca(zb,"vi",a);Ja()&&r(C.contentWindow,b,void 0)}catch(c){}0<=qa(Fb,a)&&(zb="")}},Nb=function(){Z("-1")},Pb=function(a){if(a&&a.data&&k(a.data)){var b;var c=a.data;if(k(c)){b={};for(var c=c.split("n"),d=0;d=e)){var f=Number(c[d].substr(0,e)),e=c[d].substr(e+1);switch(f){case 5:case 8:case 11:case 15:case 16:case 18:e="true"==e;break;case 4:case 7:case 6:case 14:case 20:case 21:case 22:case 23:e=Number(e);break;case 3:case 19:if("function"==aa(decodeURIComponent))try{e=decodeURIComponent(e)}catch(l){throw Error("Error: URI malformed: "+e);}break;case 17:e=ra(decodeURIComponent(e).split(","),Number)}b[f]=e}}b=b[0]?b:null}else b=null;if(b&&(c=new G(b[4],b[12]),I&&I.match(c))){for(c=0;cX&&!U&&2==Y&&Qb(p,"osd2","hs="+X)},Sb=function(){var a={};H(I,a);a[0]="goog_dom_content_loaded";var b=J(a);try{Va(function(){$a(b)},10,"osd_listener::ldcl_int")}catch(c){}},Tb=function(){var a={};H(I,a);a[0]="goog_creative_loaded";var b=J(a);Va(function(){$a(b)},10,"osd_listener::lcel_int");Eb=!0},Ub=function(a){if(k(a)){a=a.split("&");for(var b=a.length-1;0<=b;b–){var c=a[b],d=Ta;c==d.l?(kb=!1,a.splice(b,1)):c==d.h?(W=1,a.splice(b,1)):c==d.j?(U=!1,a.splice(b,1)):c==d.i&&(lb=!0,a.splice(b,1))}Hb=a.join("&")}},Vb=function(){if(!Cb){var a=hb();a&&(Cb=!0,Db=a.tagName,a.complete||a.naturalWidth?Tb():F(a,"load",Tb,"osd_listener::creative_load"))}};n("osdlfm",D("osd_listener::init",function(a,b,c,d,e,f,g,l,S){Q=a;zb=b;Ab=d;T=f;g&&Ub(g);U=f;1==l?tb.push(947190538):2==l?tb.push(947190541):3==l&&tb.push(947190542);I=new G(e,da());F(p,"load",Nb,"osd_listener::load");F(p,"message",Pb,"osd_listener::message");jb=c||"";R=[Mb(c,S)];F(p,"unload",Rb,"osd_listener::unload");var t=p.document;!t.readyState||"complete"!=t.readyState&&"loaded"!=t.readyState?w("Trident")||w("MSIE")?F(t,"readystatechange",function(){"complete"!=t.readyState&&"loaded"!=t.readyState||Sb()},"osd_listener::rsc"):F(t,"DOMContentLoaded",Sb,"osd_listener::dcl"):Sb();-1==Q?Y=f?3:1:-2==Q?Y=3:0

Sam Smith e a vitória de “Writing’s on the Wall” em Melhor Canção Original

Sam Smith at Oscars 2016

Desde que a canção-tema de “007 Contra Spectre” foi lançada, nove a cada dez cinéfilos reclamaram sobre o desapontamento que ela provoca, parecendo uma tentativa desesperada de repetir o êxito de Adele com a extraordinária “Skyfall”. A audiência não perdoou a apresentação do cantor britânico de apenas 23 anos, que definitivamente não tem a presença no palco como a sua principal virtude. No entanto, o pior momento foi a vitória de “Writing’s on the Wall”. Sonolenta, a música tenta conferir desesperadamente uma complexidade que por vezes inexiste na quarta participação de Daniel Craig como James Bond.

A direção da cerimônia

Ryan Gosling and Russel Crowe at the Oscars 2016

Como em qualquer programa ao vivo, é inevitável não cometer algumas gafes. Como se esquecer da edição de 2013, quando o rosto da veterana Emmanuelle Riva foi exibido no quadro em que deveria ser visto o diretor David O. Russell? Em vários momentos, as câmeras do Teatro Dolby não captavam as reações das pessoas que correspondiam aos nomes citados nos discursos. Isso quando elas simplesmente apontavam para o nada, obviamente no instante em que os operadores buscavam por um ângulo privilegiado. O uso de contra-plongée para pegar o apresentador e o telão com a imagem do indicado anunciado também foi bem questionável, assim como a transição da introdução do vice-presidente americano Joe Biden para a apresentação musical de Lady Gaga.

As legendas de agradecimento

Emmanuel Lubezki at the Oscars 2016

Alguns dias antes da cerimônia do Oscar, a Academia divulgou para a imprensa que faria uma mudança para agilizar os discursos. Trata-se da lista de agradecimentos, que deveria correr em um telão enquanto o candidato vencedor se encarregasse de outras abordagens em seu discurso. No entanto, somente quem estava em casa pôde ver a tal lista, que correu em ritmo acelerado em uma barra horizontal. A “inovação” inútil não serviu de nada, pois todos que subiram ao palco priorizaram os agradecimentos como qualquer bom vencedor.

As possibilidades descartadas para amenizar as críticas contra a falta de diversidade 

Mya Taylor at Independent Spirit Awards

Uma série de premiações cinematográficas e televisivas deram tapas sucessivos na cara da Academia, algo que chegou ao seu ápice no último sábado com a realização do Independent Spirit Awards. Entre os principais destaques do “Oscar independente”, tivemos a vitória do jovem africano Abraham Attah como Melhor Ator por “Beasts of No Nation” e da trans Mya Taylor como Melhor Atriz Coadjuvante por “Tangerine”. Para contornar a situação, vários negros foram convidados para apresentar as categorias, inclusive Morgan Freeman em Melhor Filme. Atores de outras nacionalidades também marcaram presença, como a colombiana Sofía Vergara e o astro sul-coreano Lee Byung-hun. Acertos que não compensam novas heresias, como o fato da cantora transexual Anohni não ser convidada para apresentar a sua indicada “Manta Ray” (do documentário “Racing Extinction”) por não ser tão famosa quanto Lady Gaga, Sam Smith e The Weeknd – a soprano sul-coreana Sumi Jo também não foi convocada para interpretar a belíssima “Simple Song #3”, de “Juventude”. Se o problema era falta de tempo, bastava cortar os excessos da cerimônia, como os clipes descartáveis dos finalistas a Melhor Filme.

A falta de sintonia com o público

Chris Rock interview public at the Oscars 2016

Quando apresentou o Oscar em 2005, Chris Rock fez uma divertida “reportagem” transmitida na cerimônia em que perguntava ao público de maioria negra de uma tradicional sala de cinema sobre os filmes indicados ao Oscar e quais eram os favoritos que viram no último ano. Essa brincadeira foi repetida nesta edição, mas algo importante é possível extrair dela: a Academia continua fora de sintonia com o público. Sim, estamos falando de um grupo de especialistas e já há premiações que abrem espaço para o voto popular. No entanto, é o espectador que paga pelo ingresso e que apresenta a reação que pode determinar a permanência de um filme no imaginário coletivo. Sucessos como “Cinderela“, “A Espiã que Sabia de Menos” e “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.” receberam apenas uma ou nenhuma nomeação. Até mesmo os estrangeiros com mais destaque no circuito alternativo não marcaram presença, como “Phoenix”, “Acima das Nuvens” e “Boa Noite, Mamãe”. Ao menos a consagração de um blockbuster como “Mad Max: Estrada da Fúria”, que teve uma “taxa de rendimento” em 50% das categorias para as quais foi indicado, provou que ainda é possível unir pretensões artísticas com uma linguagem que se comunica com todos os públicos.

.

Vencedores do Oscar 2016

.

FILME

“A Grande Aposta”
“Ponte dos Espiões”
“Brooklyn”
“Mad Max: Estrada da Fúria”
“Perdido em Marte”
“O Regresso”
“O Quarto de Jack”
“Spotlight – Segredos Revelados” 

DIREÇÃO

Adam McKay, “A Grande Aposta”
George Miller, “Mad Max: Estrada da Fúria”
Alejandro G. Iñarritu, “O Regresso” 
Lenny Abrahamson, “O Quarto de Jack”
Tom McCarthy, “Spotlight: Segredos Revelados”

ATOR

Bryan Cranston, “Trumbo – Lista Negra”
Leonardo DiCaprio, “O Regresso” 
Eddie Redmayne, “A Garota Dinamarquesa”
Michael Fassbender, “Steve Jobs”
Matt Damon, “Perdido em Marte”

ATRIZ

Cate Blanchett, “Carol”
Brie Larson, “O Quarto de Jack” 
Jennifer Lawrence, “Joy: O Nome do Sucesso”
Charlotte Rampling, “45 Anos”
Saoirse Ronan, “Brooklyn”

ATOR COADJUVANTE

Christian Bale, “A Grande Aposta”
Tom Hardy, “O Regresso”
Mark Ruffalo, “Spotlight – Segredos Revelados”
Mark Rylance, “Ponte dos Espiões”
Sylvester Stallone, “Creed: Nascido Para Lutar”

ATRIZ COADJUVANTE

Jennifer Jason Leigh, “Os Oito Odiados”
Rooney Mara, “Carol”
Rachel McAdams, “Spotlight”
Alicia Vikander, “A Garota Dinamarquesa”
Kate Winslet, “Steve Jobs”

ROTEIRO ORIGINAL

“Ponte dos Espiões”
“Ex-Machina: Instinto Artificial”
“Divertida Mente”
“Spotlight: Segredos Revelados”
“Straight Outta Comptom – A História de N.W.A.”

ROTEIRO ADAPTADO

“A Grande Aposta” 
“Brooklyn”
“Carol”
“Perdido em Marte”
“O Quarto de Jack”

ANIMAÇÃO

“Anomalisa”
“O Menino e o Mundo”
“Divertida Mente”
“Shaun, o Carneiro”
“As Memórias de Marnie”

DOCUMENTÁRIO

“Amy”
“Cartel Land”
“The Look of Silence”
“O Que Aconteceu, Miss Simone?”
“Winter on Fire”

FILME ESTRANGEIRO

“O Abraço da Serpente” (Colômbia)
“Cinco Graças” (França)
“O Filho de Saul” (Hungria) 
“Theeb” (Jordânia)
“A War” (Dinamarca)

CANÇÃO ORIGINAL

“Earned It”, de “Cinquenta Tons de Cinza” (Abel Tesfaye/Ahmad Balshe/Jason Daheala/Stephan Moccio)
“Manta Ray”, de “A Corrida contra a Extinção” (J. Ralph/Antony Hegarty)
“Simple Song #3”, de “Juventude” (David Lang)
“Til It Happens To You”, de “The Hunting Ground” (Diane Warren/Lady Gaga)
“Writing’s On The Wall”, de “007 contra Spectre” (Jimmy Napes/Sam Smith) 

TRILHA SONORA ORIGINAL

“Ponte dos Espiões” (Thomas Newman)
“Carol” (Carter Burwell)
“Os Oito Odiados” (Ennio Morricone) 
“Sicário: Terra de Ninguém” (Jóhann Jóhannsson)
“Star Wars: O Despertar da Força” (John Williams)

FOTOGRAFIA

“Carol” (Ed Lachman)
“Os 8 Odiados” (Robert Richardson)
“Mad Max: Estrada da Fúria” (John Seale)
“O Regresso” (Emmanuel Lubezki)
“Sicário: Terra de Ninguém” (Roger Deakins)

MONTAGEM

“A Grande Aposta” (Hank Corwin)
“Mad Max: Estrada da Fúria” (Margaret Sixel) 
“O Regresso” (Stephen Mirrione)
“Spotlight: Segredos Revelados” (Tom McArdle)
“Star Wars: O Despertar da Força” (Maryann Brandon e Mary Jo Markey)

FIGURINO

“Carol” – Sandy Powell
“Cinderella” – Sandy Powell
“A Garota Dinamarquesa” – Paco Delgado
“Mad Max: Estrada da Fúria” 
“O Regresso” – Jacqueline West

DESIGN DE PRODUÇÃO

“Ponte dos Espiões”
“A Garota Dinamarquesa”
“Mad Max: Estrada da Fúria” 
“Perdido em Marte”
“O Regresso”

MAQUIAGEM E CABELO

“Mad Max: Estrada da Fúria” (Lesley Vanderwalt, Elka Wardega e Damian Martin)
“O Centenário que Pulou da Janela e Desapareceu” (Love Larson e Eva von Bahr)
“O Regresso” (Siân Grigg, Duncan Jarman e Robert Pandini)

EFEITOS VISUAIS

“Ex Machina” 
“Mad Max: Estrada da Fúria”
“Perdido em Marte”
“O Regresso”
“Star Wars: O Despertar da Força”

EDIÇÃO DE SOM

“Mad Max: Estrada da Fúria” 
“Perdido em marte”
“O Regresso”
“Sicário: Terra de Ninguém”
“Star Wars: O Despertar da Força”

MIXAGEM DE SOM

“Ponte dos Espiões”
“Mad Max: Estrada da Fúria”
“Perdido em Marte”
“O Regresso”
“Star Wars: O Despertar da Força”

CURTA DE ANIMAÇÃO

“Bear Story” 
“World of Tomorrow”
“Prologue”
“We Can’t Live Without Cosmos”
“Os Heróis de Sanjay”

DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

“Body Team 12”
“Chau, beyond the Lines”
“Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah”
“A Girl in the River: The Price of Forgiveness”
“Last Day of Freedom”

CURTA-METRAGEM

“Ave Maria”
“Day One”
“Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut)”
“Shok”
“Stutterer” 

.

Bônus

.

 

 

Rachel McAdams at the Oscars 2016

Tivemos Regina George aos prantos…

Ennio Morricone at the Oscars 2016

… Ennio Morricone provando que a justiça tarda, mas não falha…

Jacob Tremblay at the Oscars 2016

… Jacob Tremblay recebendo o prêmio de pessoa mais fofa…

Bear at the Oscars 2016

… a ursa de “O Regresso” como convidada após ser esnobada nas indicações…

Leonardo DiCaprio at the Oscars 2016

… Leonardo DiCaprio condenando toda uma geração de memes…

Glória Pires Comentarista Oscar 2016

… e Glória Pires como a melhor comentarista do Oscar que já existiu.

 

Vencedores do Framboesa de Ouro 2012

Pegando carona com o Dia da Mentira, a mais recente edição do Framboesa de Ouro, premiação que prestigia o que há de pior no cinema, resolveu anunciar seus “vencedores”. A novidade é que, pela primeira vez na história do evento, todos os destaques de piores estão associados a um mesmo filme. Neste caso, “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”, comédia que converteu todas as suas dez indicações em vitórias. Será se isto será suficiente para que Adam Sandler pare de nos bombardear anualmente com suas investidas que só provocam constrangimento ao invés de graça? Nem é necessário, mas coloquei em negrito todos os campeões.

PIOR FILME
“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
“Dotado Para Brilhar”
“Noite de Ano Novo”
“Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR DIRETOR
Bill Condon, por “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
Dennis Dugan, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” e “Esposa de Mentirinha
Garry Marshall, por “Noite de Ano Novo”
Michael Bay, por “Transformers – O Lado Oculto da Lua”
Tom Brady, por “Dotado Para Brilhar”

PIOR ATOR
Adam Sandler, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” e “Esposa de Mentirinha
Nick Swardson, por “Dotado Para Brilhar”
Nicolas Cage, por “Caça às Bruxas“, “Fúria Sobre Rodas” e “Reféns
Russell Brand, por “Arthur – O Milionário Irresistível”
Taylor Lautner, por “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I” e “Sem Saída

PIOR ATRIZ
Adam Sandler, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” (como Jill)
Kristen Stewart, por “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
Martin Lawrence, por “Vovó… Zona 3 – Tão Pai, Tal Filho” (como Momma)
Sarah Jessica Parker, por “Não Sei Como Ela Consegue” e “Noite de Ano Novo”
Sarah Palin, por “Sarah Palin – The Undefeated”

PIOR ATOR COADJUVANTE
Al Pacino, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
James Franco, por “Sua Alteza?”
Ken Jeong, por “O Zelador Animal”, “Se Beber, Não Case! – Parte 2”, “Transformers – O Lado Oculto da Lua” e “Vovó… Zona 3 – Tão Pai, Tal Filho”
Nick Swardson, por “Dotado Para Brilhar” e “Esposa de Mentirinha
Patrick Dempsey, por “Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Brandon T. Jackson, por “Vovó… Zona 3 – Tão Pai, Tal Filho” (como Charmaine)
David Spade, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” (como Monica)
Katie Holmes, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
Nicole Kidman, por “Esposa de Mentirinha
Rosie Huntington-Whiteley, por “Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR ROTEIRO
“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
“Dotado Para Brilhar”
“Noite de Ano Novo”
“Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR REMAKE, PREQUEL, RIP-OFF OU SEQUÊNCIA
A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” (remake/rip-off de “Glen ou Glenda?”
“Dotado Para Brilhar” (rip-off de “Boogie Nights – Prazer Sem Limites” e “Nasce Uma Estrela”)
“Se Beber, Não Case! – Parte 2” (sequência “e” remake)

PIOR CONJUNTO NA TELA
Todo o elenco de “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
Todo o elenco de “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
Todo o elenco de “Dotado Para Brilhar”
Todo o elenco de “Noite de Ano Novo”
Todo o elenco de “Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR DUPLA
Adam Sandler & Jennifer Aniston ou Brooklyn Decker (“Esposa de Mentirinha“)
Adam Sandler & Katie Holmes ou Al Pacino ou Adam Sandler (“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”)
Kristen Stewart & Taylor Lautner ou Robert Pattinson (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1“)
Nicolas Cage & Qualquer pessoa com quem ele tenha contracenado em qualquer um de seus três filmes em 2011 (“Caça às Bruxas“, “Fúria Sobre Rodas” e “Reféns“)
Shia LeBeouf & Rosie Huntington-Whiteley (“Transformers – O Lado Oculto da Lua”)

Vencedores do Oscar 2012


MELHOR FILME
 
A Árvore da Vida

A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra
Histórias Cruzadas
Meia-Noite em Paris
O Artista
O Homem Que Mudou o Jogo
Os Descendentes
Tão Perto e Tão Forte

MELHOR DIRETOR
Alexander Payne (Os Descendentes)
Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)
Michael Hazanavicius (O Artista)
Terrence Malick (A Árvore da Vida)
Woody Allen (Meia-noite em Paris)

MELHOR ATOR
Brad Pitt (O Homem Que Mudou o Jogo)
Demián Bichir (Uma Vida Melhor)
Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais)
George Clooney (Os Descendentes)
Jean Dujardin (O Artista)

MELHOR ATRIZ
Glenn Close (Albert Nobbs)
Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)
Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Rooney Mara (Millenium – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
Jonah Hill (O Homem Que Mudou o Jogo)
Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)
Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)
Nick Nolte (Guerreiro)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Bérénice Bejo (O Artista)
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)
Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

MELHOR ANIMAÇÃO
Chico & Rita
Gato de Botas
Kung-fu Panda 2
Rango
Um Gato em Paris

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Invenção de Hugo Cabret

O Espião que Sabia Demais
O Homem Que Mudou o Jogo
Os Descendentes
Tudo Pelo Poder

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
A Separação
Margin Call – O Dia Antes do Fim
Meia-noite em Paris
Missão Madrinha de Casamento
O Artista

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Separação (Irã)

Bullhead (Bélgica)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)
Monsieur Lazhar (Canadá)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Hell and Back Again
If a Tree Falls
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated

MELHOR TRILHA-SONORA ORIGINAL
A Invenção de Hugo Cabret

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne
Cavalo de Guerra
O Artista
O Espião Que Sabia Demais

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Man or Muppet” – Os Muppets

“Real in Rio” – Rio

MELHORES EFEITOS VISUAIS
A Invenção de Hugo Cabret

Gigantes de Aço
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Planeta dos Macacos – A Origem
Transformers: O Lado Oculto da Lua

MELHOR MAQUIAGEM
A Dama de Ferro

Albert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

MELHOR FOTOGRAFIA
A Árvore da Vida

A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
O Artista

MELHOR FIGURINO
A Invenção de Hugo Cabret

Anônimo
Jane Eyre
O Artista
W.E. – O Romance do Século

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
A Invenção de Hugo Cabret

Cavalo de Guerra
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Meia-noite em Paris
O Artista

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
God is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
The Tsunami and the Cherry Blossom

MELHOR MONTAGEM
A Invenção de Hugo Cabret

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
O Artista
O Homem Que Mudou o Jogo
Os Descendentes

MELHOR CURTA-METRAGEM
Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM
A Morning Stroll
Dimanche
La Luna
The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore
Wild Life

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Invenção de Hugo Cabret

Cavalo de Guerra
Drive
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Transformers: O Lado Oculto da Lua

MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Invenção de Hugo Cabret

Cavalo de Guerra
Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres
O Homem Que Mudou o Jogo
Transformers: O Lado Oculto da Lua

Indicados ao Oscar 2012 – Comentários e Apostas

Faltam apenas algumas horas para finalmente conhecermos cada um dos vencedores das vinte e quatro categorias apresentadas nesta postagem. Como publiquei minhas impressões sobre as mais recentes edições do Globo de Ouro e Independent Spirit Awards, não poderia deixar passar em branco esta que é a premiação mais famosa do cinema.

Uma pena que farei isso com pouco entusiasmo, pois a lista de indicados ao Oscar 2012 é totalmente desapontadora. Não se trata apenas da ausência de grandes filmes, mas sim da estratégia ultrapassada do AMPAS em selecionar aqueles que julgam como as melhores obras produzidas no último ano. Todos sabem que o Oscar procura por fãs para acompanhá-los anualmente através da escolha de filmes que da sua maneira buscam retratar toda esta geração ou que se empenham em prestar uma homenagem afetuosa ao passado. Porém, entre os nove filmes indicados na categoria principal, apenas “O Artista” é capaz de fazer tudo isso e muito mais de forma sublime. Outros títulos como “Histórias Cruzadas” e “A Árvore da Vida” conseguem em seus desfechos chegarem lá, mas o fazem com tantos tropeços que pouco justificam suas inclusões como finalistas.

Enfim, continuaremos analisando isto a seguir, onde comentarei as categorias principais, bem como assinalar (em negrito em Outras Categorias) os meus palpites de quem vencerá o Oscar nesta noite.

MELHOR FILME

Indicados: A Árvore da Vida | A Invenção de Hugo Cabret | Cavalo de Guerra | Histórias Cruzadas | Meia-Noite em Paris | O Artista | O Homem Que Mudou o Jogo | Os Descendentes | Tão Perto e Tão Forte
Quem vai vencer: O Artista
Quem deveria vencer: O Artista
Ficou faltando: Melancolia

Nesta edição, a Academia optou em modificar novamente as regras quanto ao número de finalistas. Tendo nos dois últimos anos colocado nada menos do que dez filmes como finalistas, agora eles decidiram que o número pode variar entre cinco e dez finalistas. A modificação só piorou a reputação do evento. Fosse melhor se eles voltassem atrás para selecionarem apenas cinco filmes. Do jeito que ficou, podemos descartar ao menos quatro filmes medíocres de cara: “O Homem Que Mudou o Jogo“, “Cavalo de Guerra” e “Tão Forte e Tão Perto“. Ainda assim, problemas continuariam presentes, pois apenas “O Artista” é um filme realmente digno de todo esse reconhecimento. Se a intenção da Academia era montar um grupo de finalistas que resumisse o que havia de melhor no cinema de 2011 o tiro saiu pela culatra. Antes incluíssem filmes como “Guerreiro”, “Precisamos Falar Sobre o Kevin” e “Margin Call – O Dia Antes do Fim“, estes sim certeiros ao lidarem com temas envolventes e que muito diz não apenas sobre a América, mas o mundo de hoje.

MELHOR DIRETOR

Indicados: Alexander Payne (Os Descendentes) | Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret) | Michael Hazanavicius (O Artista) | Terrence Malick (A Árvore da Vida) | Woody Allen (Meia-noite em Paris)
Quem vai vencer: Michael Hazanavicius
Quem deveria vencer: Michael Hazanavicius
Ficou faltando: Lars von Trier (Melancolia)

Assim como em outras premiações de cinema, temos visualizado um grande embate entre o francês Michael Hazanavicius e Martin Scorsese. Afinal, “O Artista” e “A Invenção de Hugo Cabret” são dois filmes que fazem uma homenagem ao cinema. As diferenças entre ambos são gritantes. “O Artista” conseguiu o feito de resgatar toda a atmosfera do cinema mudo de 1920 através de poucos artifícios. Já “A Invenção de Hugo Cabret” é uma super produção que só encanta quando centra todas as suas atenções na figura de Georges Méliès. Torço com todas as minhas forças para que o extraordinário trabalho de Michael Hazanavicius seja devidamente reconhecido, mas a possibilidade de Martin Scorsese ganhar (que já teve sua carreira compensada com o Oscar por “Os Infiltrados“) é muito grande.

MELHOR ATOR

Indicados: Brad Pitt (O Homem Que Mudou o Jogo) | Demián Bichir (Uma Vida Melhor) | Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais) | George Clooney (Os Descendentes) | Jean Dujardin (O Artista)
Quem vai vencer: Jean Dujardin
Quem deveria vencer: Jean Dujardin
Ficou faltando: Owen Wilson (“Meia-noite em Paris“)

Há duas surpresas nesta categoria: Demián Bichir e Gary Oldman. Muitos apontaram que eles ocuparam as vagas que deveriam ser ocupadas por Leonardo DiCaprio e Michael Fassbender. Como ainda não conferi “J. Edgar” e “Shame” não há como lamentar suas ausências. “Uma Vida Melhor” faz um oportuno registro da atual situação de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, mas não se trata de um grande filme. No entanto, seria injusto não dar crédito ao comovente trabalho de Demián Bichir, ator que esteve em “Weeds” e que agora deverá desfrutar uma bela carreira em Hollywood. Já a indicação de Gary Oldman vem para recompensá-lo por ter sido esnobado em todas as ocasiões em que entregou grandes performances. Apenas lamento que esse reconhecimento apareça justamente com “O Espião Que Sabia Demais”, um thriller de espionagem cuja monótona condução não permite que todo o seu excelente elenco brilhe como deveria. Porém, o que mais me deixa perplexo é ver Brad Pitt aqui, pois em “O Homem Que Mudou o Jogo” o ator nada mais faz do que um trabalho cheio de maneirismos. Parece que virou tendência o Oscar valorizar os piores trabalhos de Brad Pitt, uma vez que ele já foi indicado por “O Curioso Caso de Benjamin Button“. No mais, a disputa pelo prêmio ficará entre George Clooney e Jean Dujardin. Clooney era o favorito no início da temporada Oscar, mas é Jean que tem papado praticamente todos os troféus das principais premiações cinematográficas. Tomara que ganhe hoje de noite!

MELHOR ATRIZ

Indicadas: Glenn Close (Albert Nobbs) | Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn) | Meryl Streep (A Dama de Ferro) | Rooney Mara (Millenium – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres) | Viola Davis (Histórias Cruzadas)
Quem vai vencer: Meryl Streep
Quem deveria vencer: Viola Davis
Ficou faltando: Tilda Swinton (“Precisamos Falar Sobre o Kevin“)

É a categoria que me deixou mais frustrado quando anunciada. E o motivo é um só: Rooney Mara. É difícil entender o que a atriz faz aqui. Além de estar num filme que nem deveria existir de tão desnecessário que é, a sua Lisbeth Salander é insignificante diante do surpreendente trabalho realizado por Noomi Rapace na versão sueca de “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres“. Desde já uma das maiores injustiças na história recente do Oscar, que esnobou Tilda Swinton (por “Precisamos Falar Sobre o Kevin“) a troco de um trabalho genérico. Ao menos não dá para reclamar muito das outras quatro finalistas, a não ser lamentar que duas delas, Meryl Streep e Glenn Close, sejam protagonistas de dois filmes lamentáveis (respectivamente “A Dama de Ferro” e “Albert Nobbs“). Michelle Williams (“Sete Dias com Marilyn”) e Viola Davis (“Histórias Cruzadas“) tiveram muita mais sorte. O problema é que Meryl Streep, dezessete vezes indicada ou como protagonista ou como coadjuvante, não recebe um Oscar há vinte e nove anos e hoje a noite a Academia pode finalmente preencher este vazio.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Indicadas: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor) | Jonah Hill (O Homem Que Mudou o Jogo) | Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn) | Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto) | Nick Nolte (Guerreiro)
Quem vai vencer: Christopher Plummer
Quem deveria vencer: qualquer um, menos Jonah Hill
Ficou faltando: Kevin Spacek (“Margin Call – O Dia Antes do Fim“)

Outra presença incômoda na categoria: Jonah Hill, por “O Homem Que Mudou o Jogo“. Parece que os americanos realmente caíram de amor pelo filme, que ao todo soma seis indicações. A boa notícia é que ele deve sair de mãos abanando ao fim da premiação. Já o papo é outro quando se fala dos outros quatro finalistas, todos veteranos extraordinários cujo Oscar representará mais o conjunto da obra do que unicamente o desempenho que oferecem pelos filmes que foram indicados. É difícil estabelecer aqui o meu favorito, mas não há dúvidas de que Christopher Plummer é quem subirá ao palco.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Indicadas: Bérénice Bejo (O Artista) | Janet McTeer (Albert Nobbs) | Jessica Chastain (Histórias Cruzadas) | Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento) | Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
Quem vai vencer: Octavia Spencer
Quem deveria vencer: Bérénice Bejo ou Janet McTeer
Ficou faltando: Sareh Bayat (“A Separação“)

Passei ao menos umas três semanas defendendo em redes sociais as indicações para Octavia Spencer (estou até usando o avatar dela em meu Twitter) e Melissa McCarthy. Ok, Octavia é o alívio cômico de um drama sobre preconceito racial e Melissa tem surge em duas cenas de “Missão Madrinha de Casamento” que deveriam ser esquecidas na sala de edição. Mas eu não posso negar que as performances das atrizes me marcaram de maneira positiva. Ambas, aliás, protagonizam duas das minhas sequências favoritas do último ano. É uma categoria que eu não mexeria em nada. Mentira: nem ferrando que Bérénice Bejo é coadjuvante em “O Artista” e trocaria facilmente o trabalho de Jessica Chastain em “Histórias Cruzadas” por aquele visto em “O Abrigo”.

MELHOR ANIMAÇÃO

Indicados: Chico & Rita | Gato de Botas | Kung-fu Panda 2 | Rango | Um Gato em Paris
Quem vai vencer: Rango
Quem deveria vencer: Rango
Ficou faltando: Gnomeu & Julieta

É muito bizarro ver os finalistas nesta categoria e não se deparar com nenhuma obra da Pixar. Mas o estúdio fez por merecer ao lançar a desnecessária sequência de “Carros”. As novidades são “Chico & Rita” e “Um Gato em Paris”, duas boas animações estrangeiras feitas com traços tradicionais. Muitos reclamaram da ausência de “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne”. Fui arrebatado em muitos momentos pela primorosa técnica usada para fazer a animação. Mas é problemático, mais longo do que deveria. Piores são “Gato de Botas” e “Kung-fu Panda 2”. Resta-me então torcer para “Rango“, esta sim uma animação de primeira em todos os aspectos.

OUTRAS CATEGORIAS

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

A Invenção de Hugo Cabret | O Espião que Sabia Demais | O Homem Que Mudou o Jogo | Os Descendentes | Tudo Pelo Poder

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

A Separação | Margin Call – O Dia Antes do Fim | Meia-noite em Paris | Missão Madrinha de Casamento | O Artista

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A Separação (Irã) | Bullhead (Bélgica) | Footnote (Israel) | In Darkness (Polônia) | Monsieur Lazhar (Canadá)

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Hell and Back Again | If a Tree Falls | Paradise Lost 3: Purgatory | Pina | Undefeated

MELHOR TRILHA-SONORA ORIGINAL

A Invenção de Hugo Cabret | As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne | Cavalo de Guerra | O Artista | O Espião Que Sabia Demais

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Man or Muppet” – Os Muppets | “Real in Rio” – Rio

MELHORES EFEITOS VISUAIS

A Invenção de Hugo Cabret | Gigantes de Aço | Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Planeta dos Macacos – A Origem | Transformers: O Lado Oculto da Lua

MELHOR MAQUIAGEM

A Dama de Ferro | Albert Nobbs | Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

MELHOR FOTOGRAFIA

A Árvore da Vida | A Invenção de Hugo Cabret | Cavalo de Guerra | Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | O Artista

MELHOR FIGURINO

A Invenção de Hugo Cabret | Anônimo | Jane Eyre | O Artista | W.E. – O Romance do Século

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

A Invenção de Hugo Cabret | Cavalo de Guerra | Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Meia-noite em Paris | O Artista

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM

God is the Bigger Elvis | Incident in New Baghdad | Saving Face | The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement | The Tsunami and the Cherry Blossom

MELHOR MONTAGEM

A Invenção de Hugo Cabret |  Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | O Artista | O Homem Que Mudou o Jogo | Os Descendentes

MELHOR CURTA-METRAGEM

Pentecost | Raju | The Shore | Time Freak | Tuba Atlantic

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA-METRAGEM

A Morning Stroll | Dimanche | La Luna | The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore | Wild Life

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

A Invenção de Hugo Cabret | Cavalo de Guerra | Drive | Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Transformers: O Lado Oculto da Lua

MELHOR MIXAGEM DE SOM

A Invenção de Hugo Cabret | Cavalo de Guerra | Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | O Homem Que Mudou o Jogo |Transformers: O Lado Oculto da Lua

Indicados ao Framboesa de Ouro 2012

PIOR FILME
“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
“Dotado Para Brilhar”
“Noite de Ano Novo”
“Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR DIRETOR
Bill Condon, por “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
Dennis Dugan, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” e “Esposa de Mentirinha
Garry Marshall, por “Noite de Ano Novo”
Michael Bay, por “Transformers – O Lado Oculto da Lua”
Tom Brady, por “Dotado Para Brilhar”

PIOR ATOR
Adam Sandler, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” e “Esposa de Mentirinha
Nick Swardson, por “Dotado Para Brilhar”
Nicolas Cage, por “Caça às Bruxas“, “Fúria Sobre Rodas” e “Reféns
Russell Brand, por “Arthur – O Milionário Irresistível”
Taylor Lautner, por “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I” e “Sem Saída

PIOR ATRIZ
Adam Sandler, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” (como Jill)
Kristen Stewart, por “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
Martin Lawrence, por “Vovó… Zona 3 – Tão Pai, Tal Filho” (como Momma)
Sarah Jessica Parker, por “Não Sei Como Ela Consegue” e “Noite de Ano Novo”
Sarah Palin, por “Sarah Palin – The Undefeated”

PIOR ATOR COADJUVANTE
Al Pacino, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
James Franco, por “Sua Alteza?”
Ken Jeong, por “O Zelador Animal”, “Se Beber, Não Case! – Parte 2”, “Transformers – O Lado Oculto da Lua” e “Vovó… Zona 3 – Tão Pai, Tal Filho”
Nick Swardson, por “Dotado Para Brilhar” e “Esposa de Mentirinha
Patrick Dempsey, por “Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Brandon T. Jackson, por “Vovó… Zona 3 – Tão Pai, Tal Filho” (como Charmaine)
David Spade, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” (como Monica)
Katie Holmes, por “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
Nicole Kidman, por “Esposa de Mentirinha
Rosie Huntington-Whiteley, por “Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR ROTEIRO
“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
“Dotado Para Brilhar”
“Noite de Ano Novo”
“Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR REMAKE, PREQUEL, RIP-OFF OU SEQUÊNCIA
A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte I
“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece” (remake/rip-off de “Glen ou Glenda?”
“Dotado Para Brilhar” (rip-off de “Boogie Nights – Prazer Sem Limites” e “Nasce Uma Estrela”)
“Se Beber, Não Case! – Parte 2” (sequência “e” remake)

PIOR CONJUNTO NA TELA
Todo o elenco de “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
Todo o elenco de “Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”
Todo o elenco de “Dotado Para Brilhar”
Todo o elenco de “Noite de Ano Novo”
Todo o elenco de “Transformers – O Lado Oculto da Lua”

PIOR DUPLA
Adam Sandler & Jennifer Aniston ou Brooklyn Decker (“Esposa de Mentirinha“)
Adam Sandler & Katie Holmes ou Al Pacino ou Adam Sandler (“Cada Um Tem a Gêmea Que Merece”)
Kristen Stewart & Taylor Lautner ou Robert Pattinson (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1“)
Nicolas Cage & Qualquer pessoa com quem ele tenha contracenado em qualquer um de seus três filmes em 2011 (“Caça às Bruxas“, “Fúria Sobre Rodas” e “Reféns“)
Shia LeBeouf & Rosie Huntington-Whiteley (“Transformers – O Lado Oculto da Lua”)

Vencedores do Independent Spirit Awards 2012 – Comentários

Acaba de ser anunciada a lista dos vencedores do 27º Independent Spirit Awards, premiação que aconteceu neste sábado em Santa Mônica, Califórnia. Como era esperado, “O Artista” foi o grande vencedor da edição, conquistando nada menos que quatro prêmios. Nas minhas apostas, houve apenas dois erros relacionados ao filme. O primeiro foi na categoria de Melhor Fotografia, pois imaginei que “Meia-noite em Paris” fosse o vencedor. Já na categoria de Melhor Roteiro, minha aposta foi para “O Artista“, mas foi “Os Descendentes” quem se deu melhor.

Vamos conhecer quais foram os outros vencedores e comentar brevemente sobre as escolhas nas categorias principais. [Score: 11/16]

MELHOR FILME

Vencedor: O Artista
Outros indicados: 50% | Drive | O Abrigo | Os Descendentes | Toda Forma de Amor
Comentário: a vitória de “O Artista” só deixa o filme ainda mais próximo para abocanhar o Oscar, cujo principal oponente será “A Invenção de Hugo Cabret“. Trata-se de uma vitória justa para um filme que é infinitamente superior a qualquer outro finalista aqui.

MELHOR DIRETOR

Vencedor: Michael Hazanavicius (O Artista)
Outros indicados: Alexander Payne (Os Descendentes) | Jeff Nichols (O Abrigo) | Mike Mills (Toda Forma de Amor) | Nicolas Winding Refn (Drive)
Comentário: Michael Hazanavicius conseguiu um feito impressionante ao conseguir com que todos os espectadores fossem capazes de mergulharem na atmosfera do cinema mudo através de “O Artista“. O diretor não apenas preparou toda a equipe para se adequar na proposta da história como conseguiu com ela fazer uma mistura perfeita de comédia, musical, drama e romance. Vitória mais do que justa.


MELHOR ATOR

Vencedor: Jean Dujardin | O Artista
Outros indicados: Demián Bichir (Uma Vida Melhor) | Michael Shannon (O Abrigo) | Ryan Gosling (Drive) | Woody Harrelson (Rampart)
Comentário: devido a viagem que Jean Dujardin fez para a França para participar do César, o ator não conseguiu chegar nos Estados Unidos a tempo para receber o seu prêmio de melhor ator (Penelope Ann Miller, que interpreta a amarga esposa de seu personagem em “O Artista“, o representou). O mais curioso de sua mais do que óbvia vitória no Independent Spirit Awards é que ele não disputou o troféu com George Clooney, que sequer foi indicado por “Os Descendentes“. Indício de que ele está mais imbatível do que nunca na briga pelo Oscar?

MELHOR ATRIZ

Vencedora: Michelle Williams | Sete Dias com Marilyn
Outras indicadas: Adepero Oduye (Pariah) | Elizabeth Olsen (Martha Marcy May Marlene) | Lauren Ambrose (Think of Me) | Rachel Harris (Natural Selection)
Comentário: até o fechamento dessa postagem, não pude conferir “Sete Dias com Marilyn” (algo que farei antes de cobrir o Oscar no domingo). Ainda assim, dava para prever a sua vitória no Independent Spirit Awards, ainda mais diante da pouca popularidade dos trabalhos das outras atrizes (com exceção de Elizabeth Olsen, que conquistou a todos com o seu debut). A vitória serve para consagrar ainda mais a jovem atriz, sem dúvida uma das melhores em atividade.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Vencedor: Christopher Plummer | Toda Forma de Amor
Outros indicados: Albert Brooks (Drive) | Corey Stoll (Meia-noite em Paris) | John C. Reilly (Negócio Fechado) | John Hawkes (Martha Marcy May Marlene)
Comentário: outra vitória para lá de esperada no Independent Spirit Awards e que deixa Christopher Plummer a apenas alguns passos para ganhar o Oscar (no qual ele terá de enfrentar outros veteranos há muito injustiçados como Nick Nolte e Max von Sydow). Prêmio para uma performance muito boa e que também serve para representar a carreira de um ator extraordinário.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Vencedora: Shailene Woodley | Os Descendentes
Outras indicadas: Anjelica Huston (50%) | Harmony Santana (Gun Hill Road) |  Janet McTeer (Albert Nobbs) |  Jessica Chastain (O Abrigo)
Comentário: conforme comentei na postagem dos indicados ao Independent Spirit Awards, Shailene Woodley realmente tinha chances muito grandes de sair com o troféu de melhor atriz coadjuvente por “Os Descendentes“. A maior concorrente era Jessica Chastain, na qual até apostei minha ficha. É um primeiro grande passo para a carreira cinematográfica de Shailene, antes reconhecida apenas como a protagonista do seriado “A Vida Secreta de uma Adolescente Americana”.

MELHOR PRIMEIRO FILME

Vencedor: Margin Call – O Dia Antes do Fim
Outros indicados: A Outra Terra | In the Family | Martha Marcy May Marlene | Natural Selection
Comentário: como escolhido a vencer o Prêmio Robert Altman (dado ao diretor, diretor de elenco e elenco de um filme), “Margin Call – O Dia Antes do Fim” tinha grandes possibilidades de também levar o troféu nesta categoria. Foi exatamente o que aconteceu, já que seu oponente mais forte era “Martha Marcy May Marlene” (que acabou saindo sem nenhum prêmio). A vitória somada a indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original levantará ainda mais a moral de J.C. Chandor no cinema americano, que já está desenvolvendo seu segundo filme com ninguém menos que Robert Redford.

PRÊMIO JOHN CASSAVETES

Vencedor: Pariah
Outros indicados: Bellflower | Circumstance | Hello Lonesome | The Dynamiter
Comentário: como também era esperado, o pequeno “Pariah” foi quem venceu o Prêmio John Cassavetes, categoria que contempla filmes filmados com até 500 mil dólares. Sucesso de crítica (o filme tem nada menos que 96% de críticas positivas no site RottenTomatoes), a história foca uma adolescente lésbica do Brooklyn em busca de sua própria identidade ao mesmo tempo em que precisa lidar com as duras pressões diárias. É aguardar que alguma distribuidora nacional se prontifique em exibi-lo algum dia no circuito alternativo.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Vencedor: A Separação
Outros indicados: Melancolia | Shame | O Garoto da Bicicleta | Tiranossauro
Comentário: é. Meu querido “Melancolia” teve que se contentar apenas com a indicação. “A Separação” é mesmo o filme do momento e não há candidato forte o suficiente que lhe tire o Oscar no domingo. Mesmo não sendo minha obra estrangeira favorita, o reconhecimento ao trabalho de Asghar Farhadi é mais do que merecido. Que o realizador consiga continuar fazendo dramas poderosos sem sofrer censuras de seu país.

OUTRAS CATEGORIAS

MELHOR ROTEIRO

Footnote | Ganhar ou Ganhar | O Artista | Os Descendentes | Toda Forma de Amor


MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO

50% | A Outra Terra | Margin Call – O Dia Antes do Fim | Negócio Fechado | Terri


MELHOR FOTOGRAFIA

Bellflower | Meia-noite em Paris | O Artista | The Dynamiter | The Off Hours


MELHOR DOCUMENTÁRIO

An African Election | Bill Cunningham New York | The Interrrupters | The Redemption of Gerenal Butt Naked | We Were Here


PRÊMIO ROBERT ALTMAN

Margin Call – O Dia Antes do Fim


PRÊMIO PIAGET PARA PRODUTORES

Martha Marcy May Marlene | Mosquito Y Mari | O Abrigo


PRÊMIO “SOMEONE TO WATCH”

Mark Jackson, de Without | Nicholas Ozeki, de Mamitas | Simon Arthur, de Silver Tongues


PRÊMIO “TRUER THAN FICTION AWARD”

Alma Har’el, de Bombay Beach | Danfung Dennis, de Hell and Back Again | Heather Courtney, de Where Soldiers Come From

Indicados ao Independent Spirit Awards 2012 – Comentários e Apostas

Hoje a noite acontecerá a premiação do 27º Independent Spirit Awards. Como de costume, o evento é apresentado um dia antes do Oscar e premia o que há de melhor dentro do cinema independente. Como fã do Independent Spirit Awards, decidi pela primeira vez aqui no blog comentar os filmes indicados em alguma categoria, realizando na última semana uma verdadeira maratona com todos os títulos já disponíveis para avaliação.

Assim como qualquer outra premiação cinematográfica, o Independent Spirit Awards tem suas regras. A mais importante delas é que uma produção só pode receber alguma indicação caso rodada com orçamento inferior a 20 milhões de dólares. Entre outros requisitos, o filme deverá ter duração mínima de setenta minutos e ter sido exibido ou no circuito comercial ou em festivais como o Sundance, Toronto e Los Angeles entre 1 de janeiro e 1 de dezembro.

Na edição do ano passado, “Cisne Negro” foi o filme que mais se destacou, ganhando prêmios em todas as categorias na qual foi indicado: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Atriz para Natalie Portman. Neste ano, as expectativas de consagração estão concentradas em “O Artista” e “O Abrigo”, recordistas em indicações.

Acompanhe a seguir minhas breves impressões sobre as principais categorias do Independent Spirit Awards e as minhas apostas (em negrito). Uma vez com a lista de vencedores em mãos, farei uma postagem sobre cada uma das escolhas. Ah, e amanhã sairá meus comentários sobre os indicados ao Oscar. Fiquem de olho! 😉

MELHOR FILME

50% | Drive | O Abrigo | O Artista | Os Descendentes | Toda Forma de Amor

Todos os seis finalistas na categoria principal foram aclamados pela crítica e público quando lançado nos cinemas, o que ao contrário do Oscar não deverá render muitas queixas. Apenas “O Abrigo” e “Toda Forma de Amor” não se tornaram grandes êxitos de bilheteria dados o circuito limitado e a concorrência sempre devastadora. Particularmente, considero apenas “O Artista” como um filme excepcional presente nesta lista e não há dúvidas de que o evento dará à produção o prêmio máximo.

MELHOR DIRETOR

Alexander Payne | Os Descendentes
Jeff Nichols | O Abrigo
Michael Hazanavicius | O Artista
Mike Mills | Toda Forma de Amor
Nicolas Winding Refn | Drive

Nesta categoria há casos de direção tão boas que elas acabam elevando um roteiro nem sempre inspirado. É o caso do ritmo oferecido por Nicolas Winding Refn (melhor diretor em Cannes) em “Drive” e toda a sensibilidade que Mike Mills impõe ao dirigir o elenco central de “Toda Forma de Amor“. Melhor se sai Michael Hazanavicius, que conseguiu o feito impressionante de fazer nos dias de hoje um filme que realmente parece rodado entre a transição do cinema mudo para o sonoro. É provável que o francês saia vitorioso.

MELHOR ATOR

Demián Bichir | Uma Vida Melhor
Jean Dujardin | O Artista
Michael Shannon | O Abrigo
Ryan Gosling | Drive
Woody Harrelson | Rampart

A única presença questionável aqui é a de Ryan Gosling pelo seu limitado trabalho em “Drive” – o ator se sai melhor em “Tudo Pelo Poder”, novo filme dirigido por George Clooney que estranhamente não marcou presença em nenhuma categoria desta edição. Com exceção dele e de Woody Harrelson (cujo trabalho em “Rampart” não pude conferir), todos os outros intérpretes fazem jus as suas indicações. Jean Dujardin é o favorito absoluto, mas os desempenhos de Demián Bichir e Michael Shannon também se sobressaem. Ambos, inclusive, tiveram forte buzz para serem indicados ao Oscar neste ano e apenas Demián Bichir garantiu uma vaga, o que deverá impulsionar sua carreira.

MELHOR ATRIZ

Adepero Oduye | Pariah
Elizabeth Olsen | Martha Marcy May Marlene
Lauren Ambrose | Think of Me
Michelle Williams | Sete Dias com Marilyn
Rachel Harris | Natural Selection

O Independent Spirit Awards se mostrou bem imprevisível aqui, celebrando dois trabalhos ainda inéditos nos cinemas, sendo os de Lauren Ambrose em “Think of Me” (exibido no Festival de Toronto) e Rachel Harris em “Natural Selection” (exibido no Los Angeles Film Festival). Assim, há nada menos do que três trabalhos que não pude conferir, já que “Pariah” permanece inédito no Brasil.  Nada que interfira muito, pois sem dúvidas Elizabeth Olsen e Michelle Williams são as favoritas da noite. Aos trinta e um anos, Michelle Williams atualmente é considerada uma musa do cinema independente e já soma cinco indicações ao Independent Spirit Awards e um Prêmio Robert Altman compartilhado com o elenco de “Sinédoque, Nova York”. Sua consagração deve se dar com o papel de Marilyn Monroe, mas é bom Michelle tomar cuidado com a arrasadora estreia de Elizabeth Olsen como atriz.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Albert Brooks | Drive
Corey Stoll | Meia-noite em Paris
Christopher Plummer | Toda Forma de Amor
John C. Reilly | Negócio Fechado
John Hawkes | Martha Marcy May Marlene

Às alturas com o sucesso de “Inverno da Alma” (filme que lhe rendeu ano passado o prêmio nesta categoria), John Hawkes novamente dá às caras pela sua incômoda participação em “Martha Marcy May Marlene“. Porém, não deve ter chances de ganhar outra vez, pois Christopher Plummer é quem está papando todos os prêmios da temporada como um homem que assume sua homossexualidade aos setenta e cinco anos de idade. É preciso novamente elogiar a premiação por mais uma inspirada seleção ao lembrarem do trabalho de Albert Brooks em “Drive“, a presença marcante de Corey Stoll em “Meia-noite em Paris” e o impagável John C. Reilly em “Negócio Fechado”, que tem nesta comédia um dos melhores diálogos do roteiro indicado na categoria de Melhor Primeiro Roteiro.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Anjelica Huston | 50%
Harmony Santana | Gun Hill Road
Janet McTeer | Albert Nobbs
Jessica Chastain | O Abrigo
Shailene Woodley | Os Descendentes

Sem dúvidas a categoria mais difícil de apontar uma vencedora. Harmony Santana é a surpresa da categoria e deverá ficar apenas com a indicação. O mesmo pode ser dito de Anjelica Huston, numa menção um tanto exagerado para um trabalho sem grande destaque em “50%“. Esnobada no Oscar, a jovem Shailene Woodley tem chances muito grandes para conquistar os votantes da premiação. Considero as performances de Janet McTeer e Jessica Chastain irretocáveis e ficaria feliz em ver qualquer uma das duas levar o troféu para casa.

MELHOR PRIMEIRO FILME

A Outra Terra | In the Family | Margin Call – O Dia Antes do Fim | Martha Marcy May Marlene | Natural Selection

Muitas produções não indicadas na categoria principal do Independent Spirit Awards conseguem uma segunda chance aqui caso tenha um diretor de primeira viagem. Embora “In the Family” e “Natural Selection” sejam produções que ainda não pude assistir, garanto que a categoria está muito mais inspirada do que a de Melhor Filme, pois “A Outra Terra“, “Margin Call – O Dia Antes do Fim” e “Martha Marcy May Marlene” são ótimos, o que enriquece muita a premiação como uma das mais sólidas do cinema americano. Como “Margin Call – O Dia Antes do Fim” automaticamente ganha vantagem por ser o escolhido do Prêmio Robert Altman (que homenageia o diretor, diretor de elenco e o conjunto de elenco de uma obra), é capaz que J.C. Chandor se dê muito bem.

PRÊMIO JOHN CASSAVETES

Bellflower | Circumstance | Hello Lonesome | Pariah | The Dynamiter

Uma das categorias mais importantes do Independent Spirit Awards, o Prêmio John Cassavetes celebra a produção de grande qualidade artística com o custo de até 500 mil dólares. “A Bruxa de Blair”, “Chuck & Buck”, “O Tempo de Cada Um” e “Quase Um Segredo”/”Pacto Maldito” foram alguns dos filmes contemplados com o prêmio que leva o nome do pai do cinema independente. Entre os indicados, assisti “Bellflower” (um filme ruim talvez indicado pela falta de opções) e “Circumstance” (um registro ousado sobre a juventude iraniana). O favorito da categoria é “Pariah”, lançado na última semana de 2011 nos Estados Unidos e grande sucesso de crítica.

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A Separação | Melancolia | Shame | O Garoto da Bicicleta | Tiranossauro

Eis aqui aquela que talvez seja a lista de filmes estrangeiros com os títulos mais populares da temporada. Só mesmo o Independent Spirit Awards para reconhecer obras tão soberbas quanto “Melancolia” e “Tiranossauro”, além de encaixar “Shame”, uma produção britânica, entre os finalistas. Todos sabem que considero a nova obra-prima de Lars von Trier como um dos melhores filmes dos últimos anos e seria agradável vê-la vitoriosa. O problema é que virou regra laurear “A Separação” – regra, aliás, que apenas o Bafta quebrou recentemente ao dar o prêmio de melhor filme estrangeiro para “A Pele Que Habito”.

OUTRAS CATEGORIAS

MELHOR ROTEIRO

Footnote | Ganhar ou Ganhar | O Artista | Os Descendentes | Toda Forma de Amor


MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO

50% | A Outra Terra | Margin Call – O Dia Antes do Fim | Negócio Fechado | Terri


MELHOR FOTOGRAFIA

Bellflower | Meia-noite em Paris | O Artista | The Dynamiter | The Off Hours


MELHOR DOCUMENTÁRIO

An African Election | Bill Cunningham New York | The Interrrupters | The Redemption of Gerenal Butt Naked | We Were Here


PRÊMIO ROBERT ALTMAN

Margin Call – O Dia Antes do Fim


PRÊMIO PIAGET PARA PRODUTORES

Martha Marcy May Marlene | Mosquito Y Mari | O Abrigo


PRÊMIO “SOMEONE TO WATCH”

Mark Jackson, de Without | Nicholas Ozeki, de Mamitas | Simon Arthur, de Silver Tongues


PRÊMIO “TRUER THAN FICTION AWARD”

Alma Har’el, de Bombay Beach | Danfung Dennis, de Hell and Back Again | Heather Courtney, de Where Soldiers Come From

Vencedores do Globo de Ouro 2012 – Comentários

MELHOR FILME – DRAMA

Vencedor: Os Descendentes

Indicados: Histórias Cruzadas | A Invenção de Hugo Cabret | Tudo pelo Poder | O Homem Que Mudou o Jogo | Cavalo de Guerra

Comentário: Analisando a popularidade diante do público americano, bem como a ausência de rigidez nas escolhas da Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, acreditava que o grande vencedor na categoria de melhor filme dramático fosse “Histórias Cruzadas“. No entanto, o título que levou a melhor foi “Os Descendentes”, recente sucesso de Alexander Payne. Numa categoria que conta nesta edição com seis finalistas, “O Homem Que Mudou o Jogo”, típico filme para americano ver, tem poucos méritos para estar aqui, ocupando uma vaga que poderia ser ocupada por filmes como “Margin Call – O Dia Antes do Fim”, “Melancolia” ou “A Árvore da Vida“. Mas como se trata do Globo de Ouro, esta seria uma possibilidade absurda.
.
.
MELHOR FILME – COMÉDIA OU MUSICAL

Vencedor: O Artista

Indicados: Missão Madrinha de Casamento | Sete Dias com Marilyn | Meia-noite em Paris | 50%

Comentário: “O Artista” representou uma das vitórias mais óbvias da noite. Na verdade, a produção muda que desponta como favorita ao Oscar de Melhor Filme tinha apenas como forte oponente “Meia-noite em Paris“. É outra escolha da qual não há muito o que comentar. Ao julgar pela unanimidade com a qual tem sido recebido, “O Artista” tem tudo para ser um dos melhores filmes deste ano. Também não posso deixar de mostrar meu entusiasmo com a presença de “Missão Madrinha de Casamento” entre os finalistas, cuja indicação já pode ser dada como uma vitória.
.
.

MELHOR ATOR – DRAMA

Vencedor: George Clooney – Os Descendentes

Indicados: Leonardo DiCaprio – J. Edgar | Michael Fassbender – Shame | Ryan Gosling – Tudo Pelo Poder | Brad Pitt – O Homem Que Mudou o Jogo

Comentário: George Clooney foi outra aposta minha que deu certo. Entre os seus concorrentes, pude conferir aos trabalhos de Ryan Gosling e Brad Pitt. O primeiro atua direitinho sob a batuta de George Clooney em “Tudo Pelo Poder”, mas o ator sempre é ofuscado ao contracenar com coadjuvantes muito mais experientes como Philip Seymour Hoffman e Marisa Tomei. Já o marido de Angelina Jolie se limita a um trabalho cheio de maneirismos, adotando uma postura arrogante como gerente de um time de baseball (como atirar objetos que estejam ao seu redor ou apresentar reações bruscas) e terna diante da filha com o qual tem uma proximidade restrita. Sobre os outros candidatos, a imprensa especializada acredita que Leonardo DiCaprio teve um grande desempenho em um filme medíocre e que Michael Fassbender não seria premiado pelos votantes por eles ainda não estarem preparados para prestigiar a entrega de um ator em um papel polêmico.
.
.
MELHOR ATRIZ – DRAMA

Vencedora: Meryl Streep – A Dama de Ferro

Indicadas: Glenn Close – Albert Nobbs | Viola Davis – Histórias Cruzadas | Rooney Mara – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Tilda Swinton – Precisamos Falar Sobre o Kevin

Comentário: Outra aposta que não se concretizou. Acreditava que quem ganharia o prêmio seria Viola Davis pelo seu ótimo trabalho em “Histórias Cruzadas“, mas Meryl Streep foi quem levou a melhor. Há nesta categoria o mesmo mal que comprometeu Leonardo DiCaprio, aqui atingindo Meryl Streep e Glenn Close. Ambas (ou apenas Glenn Close, pois não assisti “A Dama de Ferro”) se entregam de corpo e alma num filme que, no geral, não as valorizam, seja pela narrativa cheia de problemas, seja pela direção descuidada. Ainda assim, Meryl Streep se mostrou mais forte que as críticas negativas dadas para “A Dama de Ferro”. Já sobre Rooney Mara, bom, eu duvido que ela consiga se aproximar da entrega fenomenal de Noomi Rapace na versão original de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (injustamente esnobado no ano passado, aliás) e, voltando a Viola Davis, não consigo considerá-la a protagonista de “Histórias Cruzadas“, vendo que quase toda a história é vista sob a perspectiva da personagem de Emma Stone. Assim, sem pensar duas vezes, tenho como favorita aqui Tilda Swinton, que em “Precisamos Falar Sobre o Kevin” tem um desempenho que, acreditem, ficará gravado na memória por muito tempo.
.
.
MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL

Vencedor: Jean Dujardin – O Artista

Indicados: Brendan Gleeson – O Guarda | Joseph Gordon-Levitt – 50% | Ryan Gosling – Amor a Toda Prova | Owen Wilson – Meia-Noite em Paris

Comentário: Há dois erros gravíssimos nesta lista de finalistas, talvez justificados pela baixa concorrência no último ano. O primeiro é a lembrança  do trabalho de Brendan Gleeson em “O Guarda”, comédia fraca que misteriosamente recebeu inúmeros elogios da imprensa especializada. O ator irlandes é um talento indiscutível, mas seu personagem não domina nem metade do sarcasmo previamente sugerido. O segundo erro é indicar Ryan Gosling por “Amor a Toda Prova”, uma piada de muito mau gosto. Que me desculpe o público chegado numa barriga tanquinho, mas até, sei lá, Philip Seymour Hoffman convenceria mais no papel de um galanteador barato. Não vejo a hora de conferir o trabalho do francês Jean Dujardin em “O Artista” (com estreia programada para o dia 10 de fevereiro no Brasil) e confesso que sou apaixonado pelo trabalho de Owen Wilson em “Meia-noite em Paris“, perfeito como o alter ego de Woody Allen.
.
.
MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL

Vencedora: Michelle Williams – Sete Dias com Marilyn

Indicadas: Jodie Foster – Carnage | Charlize Theron – Jovens Adultos | Kristen Wiig – Missão Madrinha de Casamento | Kate Winslet – Carnage

Comentário: Novamente a falta de concorrência pesou para a categoria, que desta vez prestigia as performances de Jodie Foster e Kate Winslet em “Carnage“, um dos piores filmes de Roman Polanski e que ainda traz as atrizes em momentos constrangedores. Se faltavam candidatas, não custava nada dar uma espiadinha em alguns trabalhos femininos fora do cinema americano (Catherine Deneuve em “Potiche – Esposa Troféu“? Gisèle Casadesus em “Minhas Tardes com Margueritte”?). Como isso não acontece, ao menos é possível ficar entusiasmado com a vitória de Michelle Williams (todos confirmam que ela personifica Marilyn Monroe de maneira surpreendente) e as indicadas Charlize Theron (no trailer de “Jovens Adultos” dá para perceber que ela arrasa no papel) e Kristen Wiig, esta apresentando a minha perfomance cômica favorita no ano passado.
.
.
MELHOR ATOR COADJUVANTE

Vencedor: Christopher Plummer – Toda Forma de Amor

Indicados: Kenneth Branagh – Sete Dias com Marilyn | Albert Brooks – Drive | Jonah Hill – O Homem Que Mudou o Jogo | Viggo Mortensen – Um Método Perigoso

Comentário: Gosto um pouco mais do trabalho de Christopher Plummer  no drama de época “A Última Estação” e sua vitória por “Toda Forma de Amor” serve como uma forma de compensá-lo – não me surpreenderei se o Oscar fizer o mesmo na edição deste ano. Não tenho como julgar os trabalhos de Kenneth Branagh e Viggo Mortensen (não conferi “Sete Dias com Marilyn” e “Um Método Perigoso”) e Jonah Hill ser lembrado por “O Homem Que Mudou o Jogo” é uma escolha duvidosa para um jovem ator que há pouco tempo fez um trabalho tão bom em “Cyrus“. Já Albert Brooks está ameaçador como o principal vilão de “Drive“, filme superestimado, mas que enriquece com sua presença.
.
.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Vencedora: Octavia Spencer – Histórias Cruzadas

Indicadas: Bérénice Bejo – O Artista | Jessica Chastain – Histórias Cruzadas | Janet McTeer – Albert Nobbs | Shailene Woodley – Os Descendentes

Comentário: Jurava que iria ver Viola Davis ganhando o prêmio de melhor atriz por “Histórias Cruzadas” assim que sua companheira, Octavia Spencer, subiu no palco. A atriz brilha no papel de uma mulher que diariamente enfrenta inúmeras adversidades e que ainda assim é dura de queda. Caso seja indicada ao Oscar, exijo desde já que a cena onde oferece uma torta para a personagem de Bryce Dallas Howard seja exibida, um dos pontos altos do cinema americano em 2011. Com exceção de Janet McTeer (que tem um trabalho ainda mais surpreendente que Glenn Close em “Albert Nobbs“), não conferi o trabalho das outras atrizes.
.
.
MELHOR DIRETOR

Vencedor: Martin Scorsese – A Invenção de Hugo Cabret

Indicados: Woody Allen – Meia-Noite em Paris  | George Clooney – Tudo pelo Poder | Alexander Payne – Os Descendentes | Michel Hazanivicous – O Artista

Comentário: Algo me dizia para apostar na vitória de Martin Scorsese, mas arrisquei Michel Hazanivicous por “O Artista”, imaginando que ele ficaria como melhor diretor enquanto Woody Allen seria recompensado na categoria a seguir pelo roteiro de “Meia-noite em Paris“. Com “Tudo Pelo Poder”, George Clooney faz aquele que é o seu melhor trabalho por trás das câmeras, mas eis uma categoria que também não consigo defender um candidato. É aguardar as estreias de “A Invenção de Hugo Cabret”, “Os Descendentes” e “O Artista” para depois formar uma opinião mais sólida.
.
.

MELHOR ROTEIRO

Vencedor: Woody Allen – Meia-Noite em Paris

Indicados: George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon – Tudo pelo Poder | Michel Hazavanicious – O Artista | Jim Rash, Nat Faxon, Alexander Payne – Os Descendentes | Aaron Sorkin, Steve Zaillian – O Homem Que Mudou o Jogo

Comentário: Calma. A imagem acima com Clive Owen e Nicole Kidman não é um erro. Ambos apresentaram a categoria que rendeu um Globo de Ouro para Woody Allen. Como sempre, ele não estava presente no evento. Também pude antecipar a vitória de “Meia-noite em Paris” e acredito que por uma diferença mínima de votos “O Artista” acabou ficando para trás. Mesmo não sendo um filme formidável, gosto muito do texto de “Tudo Pelo Poder” que George Clooney escreveu em parceria com Grant Heslov e Beau Willimon. Se há uma categoria no Oscar que a produção poderá ser lembrada será esta. Novamente, não compreendo o que “O Homem Que Mudou o Jogo” faz aqui. É uma boa estratégia a história seguir apenas o personagem de Brad Pitt, sem jamais se ater as cenas de baseball. Fora isso, não há outras sacadas originais.
.
.
MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Vencedor: A Separação (Irã)

Indicados: A Pele Que Habito (Espanha) | O Garoto da Bicicleta (Bélgica) | In the Land of Blood and Honey (EUA) | The Flowers of War (China)

Comentário: Essa daqui talvez seja a categoria a contar com a pior lista de finalistas. Não enxergo em “A Separação” a perfeição que muitos dizem se aproximar e até considero “Procurando Elly“, filme anterior de Asghar Farhadi, levemente superior. Ainda assim, é quase um ultraje vê-lo na briga com “A Pele Que Habito” (qualquer coisa que Pedro Almodóvar faça é automaticamente considerada no Globo de Ouro), “O Garoto da Bicicleta” (produção cheia de deficiências conduzida pelo irmãos Dardenne) e especialmente “The Flowers of War” (um show de pieguismo que fará qualquer fã de Zhang Yimou corar de vergonha). Não consigo esconder minha curiosidade a respeito do primeiro filme de Angelina Jolie como diretora. Por outro lado, é evidente que “In the Land of Blood and Honey” está aqui apenas para garantir que o casal Brangelina marque presença e glamorize um pouco mais o evento. Ou pode ser suborno também.
.
.
MELHOR ANIMAÇÃO

Vencedor: As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne

Indicados: Operação Presente | Carros 2 | Gato de Botas | Rango

Comentário: Já antecipava a vitória de  “As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne” nesta categoria. Embora o filme já esteja em pré-estreia em várias salas de São Paulo, não pude conferi-lo a tempo para a premiação. Compreendo o tempo extenso que Steven Spielberg e Peter Jackson dedicaram para a animação, mas duvido que seu preciosismo técnico supere a experiência que tive ao assistir “Rango“. Muitos se queixaram com a presença de “Carros 2”, que talvez estivesse ocupando uma vaga que poderia ser de “Rio“. Para mim, seria o mesmo que trocar seis por meia dúzia.
.
.
MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

Vencedor: Ludovic Bource – O Artista

Indicados: Abel Korzeniowski – W.E. – O Romance do Século | Trent Reznor & Atticus Ross – Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Howard Shore – A Invenção de Hugo Cabret | John Williams – Cavalo de Guerra

Comentário: Ao fazer minhas apostas fiquei dividido nesta categoria entre Ludovic Bource e Abel Korzeniowski. Acabei ficando com o compositor por trás “W.E. – O Romance do Século”, que fez um trabalho tão primoroso quanto o de “Direito de Amar“. Não ouvi o trabalho do francês Ludovic Bource, mas creio que seja um dos elementos que definem “O Artista”, que todos sabem se tratar de um filme mudo. Minha única queixa é a presença do desagradável trabalho da dupla Trent Reznor & Atticus Ross, que nem em “A Rede Social” havia me conquistado.
.
.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Vencedor: “Masterpiece” – W.E. – O Romance do Século

Indicados: “Hello Hello” – Gnomeo e Julieta | “Lay Your Head Down” – Albert Nobbs | “The Living Proof” – Histórias Cruzadas | “The Keeper” – Redenção

Comentário: Odeio dizer isso, mas acredito que rolou algum tipo de suborno para Madonna ganhar seu segundo Globo de Ouro, desta vez por compor “Masterpiece”, canção de “W.E. – O Romance do Século”, seu segundo filme como diretora. É uma letra bonita, mas com um ritmo pop que não faria feio na lista das mais ouvidas de uma rádio Jovem Pam da vida. Minha aposta foi para “The Living Proof”, canção de “Histórias Cruzadas“. Porém, considero “Lay Your Head Down”, de “Albert Nobbs“, a melhor entre os finalistas.
.
.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pelo Twitter (@alexcinefilo) creio que muitos de vocês puderam acompanhar, entre uma piadinha e outra, o meu descontentamento com esta última edição do Globo de Ouro. A minha maior expectativa residia na presença de Ricky Gervais, que pela terceira vez consecutiva apresentava o evento. No entanto, com as piadas fortes que ele fez em 2011 foi perceptível que ele sofreu censura, pegando leve demais e soltando comentários engraçadinhos que eram previsíveis demais.

Porém, nada me deixou mais triste do que a maneira como os organizadores fizeram com que os vencedores apresentassem o mais depressa os seus agradecimentos, uma atitude no qual julgo totalmente desrespeitosa. Tivessem limado as desnecessárias apresentações de cada um dos títulos indicados nas categorias principais e o tempo disponível para os discursos seriam consideravelmente maiores.

Para finalizar, resta apenas a felicidade em ver as interpretações e programas televisivos que torcia saindo com troféus em mãos, a exemplo dos desempenhos de Laura Dern (pelo maravilhoso “Enlightened”), Claire Danes (“Homeland”) e Kate Winslet (por “Mildred Pierce”), bem como “Homeland” como melhor seriado dramático.

Até o Globo de Ouro 2013. Ou melhor, até o Oscar 2012.