Resenha Crítica | Seguir em Frente (2018)

Continuer, de Joachim Lafosse

.:: 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Exceto em “Os Cavaleiros Brancos”, a família é um tema recorrente na filmografia do cineasta belga de 43 anos Joachim Lafosse. No drama “Seguir em Frente”, encontra uma nova possibilidade de rever laços de sangue a partir do acesso ao romance “Continuer”, de Laurent Mauvignier.
 
Mãe e filho, Sybille (Virginie Efira, de “Elle“) e Samuel (Kacey Mottet Klein, de “Quando Se Tem 17 Anos”) sustentam há tempos um relacionamento conflituoso. Adolescente rebelde, Samuel é daqueles que encontram dificuldade inclusive de se socializar no ambiente escolar. Sybille assim vê como solução o isolamento com ele como medida para colocar as coisas em perspectiva.
 
Rumam para uma viagem ao Quirguistão, fazendo todo o trajeto a cavalo e sem qualquer conforto ou sinais para o celular de Samuel, que terá de se contentar somente com a playlist de seu iPod. Será um percurso também cheio de riscos, como deixa claro uma família que se despede dos dois deixando uma arma para se defenderem dos moradores locais mal intencionados.
 
Com paisagens belamente captadas por Jean-François Hensgens, o seu diretor de fotografia recorrente, Lafosse causa envolvimento imediato com os seus protagonistas. Uma pena que a narrativa seja simplista, sobretudo em seus conflitos, que no ato final incham e se resolvem com facilidade, de um acidente para aplacar o rancor até a leitura de um diário para preencher as lacunas.

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